02 dezembro 2014

Ebook sobre artistas de rua do Recife apresenta a fotografia como forma de estímulo à pesquisa por meio de imagens

Anônimos, famosos e viajantes é gratuito e com licença Creative Commons 4.0 de Cultura Livre

A fotógrafa Karla Vidal adaptou o seu ensaio fotográfico Anônimos, famosos e viajantes para o formato e-book com o objetivo de relatar de forma didática o processo de produção de um ensaio fotográfico e, assim, inspirar e estimular estudantes a desenvolverem projetos semelhantes.

A ideia de acompanhar o cotidiano dos artistas que se apresentam nos ônibus que circulam na Região Metropolitana do Recife surgiu em 2005. Nove anos depois de ter sido produzido, ainda com câmera analógica e filme fotográfico em preto e branco, o trabalho da pernambucana não perdeu sua atualidade.

O ensaio original foi realizado em uma fase de transição da fotografia analógica para a digital. Foi na época um típico ‘sobrevivente’ assim como os personagens nele retratados. Karla recorda a dificuldade em conseguir, na ocasião, papel fotográfico adequado para impressão das imagens quando esse tipo de papel já estava fora do mercado brasileiro.

Não satisfeita em apenas expor sua série de imagens na Universidade Federal de Pernambuco e na 2ª Mostra Recife de Fotografia, a fotógrafa decidiu apresentar ao público um pouco mais sobre o ensaio, organizando o livro digital Anônimos, famosos e viajantes, título homônimo à série.

A obra prefaciada pelo professor doutor em Antropologia, Pedro Francisco Guedes do Nascimento (UFPB), traz, além das imagens um relato completo sobre a pesquisa desenvolvida, baseada em estudos etnográficos, e as técnicas utilizadas durante a elaboração do projeto.


“Com o livro espero desmistificar um pouco o processo de produção de um ensaio fotográfico e sugerir aos estudantes que é possível desenvolver pesquisa científica a partir da documentação visual, mesmo quando a maioria das pesquisas é apresentada em forma escrita. Pretendo mostrar que uma forma não deve se opor a outra. Ambas podem conviver harmoniosamente, em diálogo constante, produzindo resultados satisfatórios como esse livro”, afirma a fotógrafa.

Fruto do projeto de conclusão do curso de Rádio e TV pela UFPE, Anônimos, famosos e viajantes apresenta ao leitor as 28 imagens que compuseram a exposição e mais 8 cenas inéditas capturadas dentro do ônibus em movimento. Editada pela Pipa Comunicação, a obra começou a ser produzida em 2013, mas só foi concluída em novembro de 2014. Segundo Karla, mesmo com o livro pronto, houve dúvidas em relação a sua publicação.

“As ampliações originais em papel fotográfico foram digitalizadas para compor o e-book. Processo que refiz várias vezes até chegar a um resultado satisfatório. Em tempos de domínio quase absoluto da fotografia digital pensei que as marcas que o meu processo, totalmente analógico, carregava pudessem, de certa forma, inibir a leitura. Só percebi que estava errada quando observei atentamente e vi que as imagens contam tanto sobre a história do momento em que foram produzidas quanto do meu desenvolvimento enquanto fotógrafa”, conclui.

Anônimos, famosos e viajantes é gratuito e está disponível para download sob a licença Creative Commons 4.0 de Cultura Livre, a mais flexível de todas. O público-alvo do livro digital são estudantes e pesquisadores de áreas como comunicação, fotografia e antropologia. A obra está disponível no endereço: http://www.pipacomunica.com.br/go/ebookanonimos.


25 novembro 2014

Livro apresenta análises sobre teoria e prática do texto literário na educação infantil

Fotos: +Karla Vidal.

Nesta quarta-feira (26) às 19h será lançado, na garagem da Unidade Acadêmica de Serra Talhada da Universidade Federal Rural de Pernambuco (UAST), o livro O texto literário na educação infantil: teoria e prática, organizado pelo professor +Marcelo Sibaldo (URFPE)

Editada pela Pipa Comunicação, a obra apresenta os resultados do projeto LEIA (Leitura vs. Escrita: interação e autonomia), desenvolvido pelo Programa de Educação Tutorial em Linguística, Letras e Artes Conexão de Saberes (PET/CS) da UAST, na Universidade Federal Rural de Pernambuco. 

A obra traz treze capítulos, alocados em dois grandes blocos temáticos, que abordam a aquisição de leitura e escrita e o ensino de literatura para a educação infantil. O primeiro bloco, Analisando os dados das crianças do LEIA, está dividido em nove capítulos e um depoimento, cada um deles produzido por integrantes do projeto LEIA a partir dos interesses teórico-metodológicos sobre os manuscritos das crianças e pré-adolescentes que participavam das rodas de leitura do projeto. 

Já o segundo bloco Refletindo sobre a leitura e a escrita infantil apresenta quatro capítulos de professores que há algum tempo vêm estudando questões relacionadas à aquisição da escrita, à leitura e ao ensino de literatura, temas primordiais para professores de todas as séries da educação básica e pesquisadores da área de Letras em geral.


O lançamento acontece durante o XI Fórum Linguístico-Literário do Curso de Letras da UAST que faz parte das atividades da XIV Jornada de Ensino, Pesquisa e Extensão (JEPEX) da UFRPE. Na ocasião também acontece mesa-redonda em que serão discutidos dois capítulos da obra: O erro ortográfico em narrativas escolares, de Eudes Santos (UFRPE) e Marta Maria Minervino (UFAL) e Com Manuel Bandeira na escola: uma proposta para o ensino infantil, de Andreia Andrade (UFRPE). 

SERVIÇO 

Lançamento do livro “O texto literário na educação infantil: teoria e prática” 


Onde? Garagem da Unidade Acadêmica de Serra Talhada da Universidade Federal Rural de Pernambuco (UAST). 
Quando? Quarta-feira 26 de novembro de 2014, às 19h. 
Editora: Pipa Comunicação
Dados da obra: 320p. Inclui bibliografia. 1ª ed. 
ISBN: 978-85-66530-34-6 

20 novembro 2014

14 novembro 2014

Openredu: existe vida além do Moodle

Cartelas de stickers da comunidade Openredu. Foto: +Karla Vidal 

Existe sim, vida além do Moodle, e ela é até mais interessante. O sistema, contudo, continua sendo um marco na história da educação a distância. Os quatro cantos do mundo utilizam o famoso software de código aberto e não apenas para fins educacionais. O mérito é tamanho que quase tudo que foi desenvolvido depois tem algum tipo de inspiração no Moodle. Mas o software tem falhas e limitações como todo sistema web. O bom é que muito do que tem sido desenvolvido pós-moodle busca justamente corrigir as falhas e diminuir as limitações, além de acompanhar as mudanças cada vez mais constantes na esfera educacional.

Esse é o caso da Rede Social Educacional (Redu), que é uma plataforma pernambucana desenvolvida com o objetivo de proporcionar experiências de aprendizagem mais intensas entre professores e alunos. Para alcançar esse objetivo lançou mão de uma série de recursos e de conceitos dos mais atuais no contexto das tecnologias aplicadas à educação: Redes Sociais, apps, Recursos Educacionais Abertos e Moocs. A Rede dialogou com todos esses canais. O resultado não poderia ter sido diferente, mais de 32 mil usuários e a construção de uma rede sólida de pessoas que não só acreditam como praticam uma educação diferente, totalmente integrada aos benefícios que as tecnologias digitais possam proporcionar.

A boa notícia é que, em 2014, a Redu abriu seu código e se transformou na comunidade Openredu. Agora, qualquer pessoa ou instituição pode implementar a plataforma em sua própria nuvem e oferecer cursos e experiências de aprendizagem a distância. Toda a documentação está disponível no GitHub e pode ser acessada diretamente através do site openredu.org.

O processo de abertura é recente e o site deverá permanecer em construção constante, afinal é uma comunidade de colaboração e troca de conhecimento, assim como acontece há anos com outros softwares de código aberto. Naturalmente, aqueles que possuem mais informações irão colaborar com os que estão começando. A ideia é construir fóruns nos mesmos moldes do que já acontece com outros sistemas como, por exemplo, o Wordpress. A diferença é que Openredu é 100% brasileira.

Assim como o Moodle requer conhecimentos em implementação de sistemas web e linguagem PHP o Openredu requer conhecimentos na linguagem Ruby, mais atual e mais veloz. Aliás, há vídeos no Canal do Youtube com treinamentos e apresentação do código produzidos pela própria comunidade Openredu. Desenvolvedores iniciantes têm aí uma boa oportunidade para estudar e pôr em prática seu conhecimento.

Como a gente apoia toda iniciativa de educação aberta, também estamos apoiando o Openredu em sua caminhada para se tornar uma das maiores plataformas de aprendizagem online. Nesta semana foi lançada a campanha "We Are Open" que criamos para ampliar o alcance da iniciativa tanto na web, como fora dela.

Campanha We Are Open para Openredu.

Da campanha faz parte uma série de materiais, que vão desde stickers até banner. Tudo com o intuito de estimular as pessoas a conhecer a iniciativa. Além de abrir o código, Openredu também abriu a arte dos materiais. Qualquer pessoa pode baixar os arquivos finais e apoiar a comunidade produzindo para si o produto com o qual mais se identificar. É só baixar o arquivo e levar até a gráfica mais próxima ou rodar em sua impressora mesmo. Tudo está disponível no site da comunidade no link: http://goo.gl/DN8MSX.

Para facilitar, trouxemos os materiais também aqui para o blog. Colaboramos com a produção de 500 cartelas que somam um total de 2 mil stickers circulares. Esses que estão lá no cabeçalho deste post. O material pode ser adquirido com o professor Alex Sandro Gomes (CIn/UFPE), responsável pela comunidade.

Para apoiar é só clicar em cada imagem para acessar o arquivo final e compartilhar web a fora. Só não deixe de produzir o seu.





Para curtir a comunidade no Facebook:


05 novembro 2014

5 de novembro é Dia do Designer

Foto: +Karla Vidal.

5 de novembro é #DiaDoDesigner. Para comemorar a data selecionamos uma citação que nos cativou bastante que está localizada na página 19 do livro O Segredo de Magritte de Caulos. Além de autor, Caulos também ilustra toda a obra que integra a coleção Pintando o Sete da Editora Rocco.

Mas nem todos gostam de ver o que não esperam ver e por isso gostam é de ver sempre as mesmas coisas o que é muito chato. (CAULOS 2007 p.19)

Por um dia a dia menos chato. Happy #Daysign!

Você vai gostar de viajar por aqui:

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