10 maio 2013

DIY - Dia das Mães


Dia desses, entre um diálogo e outro:

- Sim, mainha! O que é que a senhora vai querer de presente do Dia das Mães?
- Nada, minha filha! Junte seu dinheiro para comprar coisas para você e para a sua casa.

Eu sou uma consumidora m.u.i.t.o chata! Gosto de produtos e serviços de qualidade. Não os mais caros - que em minhas últimas experiências têm sido os piores - mas os que valem o meu investimento. Por esse motivo, dar presentes para mim é algo muito sério.

Gosto de pesquisar e saber, mesmo que minimamente, se a pessoa está precisando de alguma coisa ou desejando muito por algo. Quando são pessoas muito próximas, pergunto na cara dura se querem alguma coisa em especial. Sempre faço minhas surpresinhas, mas gosto também de saber que meu presente é algo útil àquela pessoa.

A minha mãe quase sempre diz que não precisa de nada, salvo no último aniversário, no qual ela me pediu um pó facial. Achei tão fofo que fui atrás do pó feito louca. Então, eu já sabia que no Dia das Mães seria certo o diálogo que narrei no início dessa postagem.

E a minha mãe é muito engraçada! Ela é aquele tipo de pessoa que considera muito qualquer coisa que ganha. Qualquer coisa mesmo! Até um grampo de cabelo que você decida dar para ela. Tenha certeza de que ela guarda, usa e vai lembrar dele para o resto da vida. Se for no aniversário, certamente vai colocá-lo sobre a cama arrumada, junto aos outros presentes que receber. O que considera é o fato de você ter se lembrado dela, o presente em si não importa tanto assim. Para ela todos os presentes têm o mesmo valor. E eu já vi isso acontecer.

Pensando nisso, decidi fazer eu mesma o presente da minha mãe. Pensando em muitas mamães, que eu sei que são parecidas com a minha, decidi também ilustrar a produção em forma de passo-a-passo. Fiz com minhas próprias mãos e não gastei quase nada porque tô seguindo o conselho lá de cima. Tenho certeza que a minha mamãe vai ficar super feliz com a possibilidade de outras mamães receberem algo parecido com o presente dela.

1º passo – Material


Usei um vidro vazio de geleia, etiquetas adesivas, impressora jato de tinta e açúcar em cubos que comprei pronto. Mas você também pode fazer em casa porque é super simples. Não fiz porque demora para secar e eu já estava com o prazo super apertado.

2º passo – Projetar


Montei o projeto utilizando um software de edição gráfica. Pode ser qualquer um: Photoshop, Illustrator, Indesign, Corel Draw, Paint... Aquele que você tiver habilidade. Se não tiver, deixei aqui o link para download do meu projeto. Fiz essa gracinha na frase, mas você pode fazer como quiser. Nele há duas etiquetas, uma maior para a tampa e uma menor para o rótulo. Também há uma faixa que vai circular todo o vidro.

3º passo – Imprimir


Comprei etiquetas adesivas que são facilmente encontradas em qualquer livraria. Já há etiquetas disponíveis em formato redondo, mas também dá para fazer em uma folha adesiva inteira e cortar com carinho usando uma boa tesoura. Como eu trabalho com isso já tenho estoques desse material de expediente no escritório. Com o projeto pronto é só imprimir e recortar.

4º passo – Preparar o vidro e colar os adesivos




Eu lavei bem o vidro de geleia  Não consigo jogá-los fora, são tão lindos! Deixei de molho em água e sabão e quando o rótulo estava bem molinho eu removi com palha de aço. O maridão lixou a tampa para deixar com um aspecto mais bonitinho, mas essa etapa pode ser dispensada. Depois é simples, basta colar as etiquetas que você acabou de produzir. A dica é ir com calma para não ficar tudo torto.

5º passo – O conteúdo


Usei cubinhos de açúcar que comprei no mercado, mas você pode colocar o que quiser inclusive a própria geléia. Qualquer coisa fica um charme nesses vidrinhos. E com um projeto feito por você, fica melhor ainda.

Esse é o resultado final:


Aqui eu deixo mais links de projetinhos Do it yourself que são sempre boas opções para presentear quem a gente ama.


Update: Fiz uma outra versão para o maridão presentear a minha sogra. Dessa vez usei açúcar demerara, aquele mais escuro e com cristais maiores, que ela adora. Ficou lindo também. Perdão pelas fotos... Foram feitas às pressas e com celular :D




29 abril 2013

A Torre Eiffel

Há souvenir de Torre Eiffel por toda a cidade. Dica: quanto mais próximos da torre, mais caros.

Vou começar a série de postagens sobre a minha viagem à França pelo destino final: Paris. Pensei em escrever sobre as minhas impressões da cidade, devo lançar algumas delas já nesse texto, mas a abordagem completa da coisa toda eu vou deixar para um post único.

Grosso modo, Paris foi o que menos gostei do que vi na França. Acho que o meu lado cético me ajuda muito (atrapalha também) na hora de avaliar as coisas, já que nunca espero muito luxo de nada com que me envolvo ou no que participo. Gosto de avaliar tudo com os meus dois pés no chão e se você é como eu, vai perceber que pisar em solo parisiense não vai fazer chover estrelinhas de glamour e nem fazer tocar, de plano de fundo, a canção Douce France. É mais fácil você lembrar de Edith Piaf em Non, je ne regrette rien.

Deixando as críticas à cidade para outra postagem, vou focar no que mais gostei de ver na capital francesa: a Torre Eiffel. Parece cliché dizer isso, mas a torre é, em minha humilde opinião, o lugar/obra/experiência mais legal de Paris. Há outras, mas a torre é a mais legal!

A torre é linda. O ferro do qual é feita tem um tom ocre que varia de acordo com a incidência da luz. Tive a oportunidade de vê-la sob sol e céu azul e também em um momento de céu nublado com fundo inteiramente cinza. Ela contrasta com o background em qualquer situação. Por vezes ela é negra, por vezes um pouco bronze e em outros momentos chega a ser levemente prateada, vai depender do seu posicionamento em relação a luz e também do clima do dia. Só isso já me encantou.

Aquele momento em que você agradece por sua câmera possuir visor com giro 360º

Aí você pensa: o que tem demais em uma torre de ferro entrelaçado? Eu respondo: muita coisa. A Torre Eiffel é rica em detalhes, arcos, arabescos e formas geométricas que fazem você passar horas admirando e pensando em como se deu o projeto de construção de obra tão grandiosa. Eu lembrei logo de vários assuntos, por exemplo, a Lei dos Terços e a Proporção Áurea (alô, Raquel Matsushita!). Abro aqui um parentesis para dizer que tive a excelente oportunidade de ver os desenhos, rascunhos e maquetes da torre que estão expostos no Musée de Strasbourg. Não é permitido fotografar essa área do museu, mas garanto para vocês que a experiência de ver o projeto e ler os apontamentos dos engenheiros e arquitetos da época é muito gratificante, mesmo fazendo você parecer um profissional que precisa trabalhar muito para chegar perto do nível deles. Fecho meu parentesis.

Gustave Eiffel ao pé da torre.

A história da torre também é fascinante. Em resumo, é uma obra que foi construída em comemoração ao centenário da Revolução Francesa. Houve um concurso de design arquitetônico do qual participaram mais de cem projetos. O escolhido? A torre de estrutura metálica proposta pelo engenheiro Gustave Eiffel (foto acima). Era período de Revolução Industrial e a torre, com seus mais de 300 metros de altura e 7 mil toneladas de ferro, era um excelente ícone de representação de poder, o poder da França. Gustave Eiffel também é responsável pela estrutura metálica da Estátua da Liberdade. Estados Unidos e França tinham um relacionamento mais "afinado" naquela época.

A torre seria demolida após a comemoração. Quando você a vê de perto fica imaginando o tamanho do absurdo que seria destruir uma obra tão grande, sem falar na contribuição artística e histórica que seria destruída junto com ela. Seria, no mínimo, um dos maiores desperdícios da história. O que a salvou foi o fato de funcionar também como antena de transmissão de rádio. É aquela coisa, uma antena de rádio serve muito mais a uma guerra do que a beleza de uma obra arquitetônica.

Porque um bom projeto precisa de assinatura.

Com esse tamanhão todo, não restam dúvidas que dá pra ver a torre de vários lugares da cidade. A vista de Montmartre, bairro cult de Paris, próxima a Basílica de Sacré Cœur é uma das mais lindas. Passeando pelo centro você também poderá vê-la entre as ruas em cenas também muito fascinantes.

A subida é paga. Há elevadores nos quatro “pés” da Torre Eiffel. Paguei 7 euros para ir até o segundo estágio, esse que marco na foto a seguir. Você pode ficar por lá o tempo que desejar. (fica minha crítica à Prefeitura de Olinda, que só permite que você passe 15 minutos no mirante da caixa d'água, na Sé).

Não vi ninguém descer no primeiro estágio, mas creio que seja possível. A subida é um tanto quanto incômoda para quem tem vertigem, assim como eu. Mas, encaro a vertigem para ter uma experiência legal. Só não encararia se fosse algo que pouco me acrescentaria como um parque de diversões. Para subir até o topo o custo é de 14 euros e mais o seu coração, que pode sair pela boca. Essa eu não encaro nem pela experiência.

Torre vista a partir do plano elevado do Trocadéro

Do segundo andar você tem uma visão absurdamente linda de toda a Grande Paris. O Rio Sena, os palácios, a Basílica de Sacré Cœur, toda Paris, em 360º, a perder de vista. É lindo! Nesse estágio ainda há uma escadinha para um mezanino onde você pode estar ainda mais alto. Mesmo não curtindo muito a cidade, a vista é demais. Aliás, o que não gostei na cidade não diz respeito à aparência, são outras questões.

Passei algumas horas no Trocadéro e no Champ de Mars, onde fica a torre. Horas de admiração e cliques. Para chegar à Torre Eiffel de metrô é necessário escolher alguma linha que leve até a estação Trocadéro. Tem várias linhas, trens a cada dois minutos e mapa gratuito em cada estação. O metrô não é lá essas coisas, mas, sem dúvidas, é a melhor opção para se locomover em Paris. A não ser que você tenha tempo e disposição para encarar as vélos (bikes). Comprei cadernos de dez passagens, cada caderno custando em média 30 euros (trinta euros e dez centavos para ser mais exata).

Foi um passeio lindo que salvou meu último dia em Paris. Fiquei querendo voltar para ver a torre à noite. Mas, isso vai ficar para uma próxima visita, se o destino assim quiser. Seguem mais alguns cliques:

Vista a partir da Basílica do Sacré Cœur

Vista a partir das ruas do centro

 Os reflexos no vidro do ônibus revelam um pouquinho mais da cidade

Em contraluz: o maravilhoso arco e seus detalhes de tirar o fôlego 

Do segundo estágio até o topo

Lunetas para ver melhor a cidade. 1 ou 2 euros, vai depender do tempo que desejar observar

A região business de Paris. São os prédios mais altos e modernos de toda a cidade.

Vista do segundo andar da Torre Eiffel

Vista do segundo andar da Torre Eiffel

La Boutique Officielle

 Do Trocadéro

17 abril 2013

Voltamos!


Acredito que muita gente tenha notado que o blog ficou parado nos últimos dias. Se ninguém notou, teremos um problema sério de crise de rejeição para encarar (risos!).

Temos justificativa para a parada: férias! Após seis anos de trabalho ininterrupto, decidimos parar por 20 dias. É certo que rolou trabalho nesse período, mas nós tentamos descansar e posso dizer que estamos renovados. Foi tudo tão corrido e inesperado que não deu tempo de tocar no assunto aqui no blog. O bom disso é que há material para inúmeras postagens daqui pra frente.

Estive na França entre os dias 20 de março e 11 de abril. Fiquei hospedada em Nancy, leste da França, na casa de familiares, muito bem recebida pelo cunhado, sua esposa, mamãe do meu sobrinho Gabriel, nascido há exatos dois meses e Anninha, sobrinha linda que tanto amo. Também preciso deixar registrado o carinho recebido por todos os demais familiares franceses. Eu realmente me senti em casa.

Passei rapidamente por outras cidades como Metz, Strasbourg e, por fim, Paris. Tenho muita coisa para contar e outras tantas para mostrar nos 8 gigabytes de fotos que fiz por lá. Pretendo fazer postagens sobre dicas do que levar na mala, sobre a preparação para encarar as temperaturas abaixo de zero, compras, onde ir, que passeios fazer, o que comer, ou não (sim, todo mundo faz escolhas erradas!) e muitas outras curiosidades. 

Então, é isso. O blog não acabou, só tirou férias. Sigamos em frente com força total. Publiquei algumas fotos no meu perfil no Facebook. Quem quiser se aventurar por lá é só seguir: https://www.facebook.com/karlavidal

18 março 2013

Programação inovadora marca a terceira edição da Jornada EaD: o futuro da arte

Evento substitui palestra por talk show e debate como games, tablets e smartphones viram a sala de aula “de ponta a cabeça”



Por Clécio Vidal e Karla Vidal

700 mil telefones Android entram em circulação diariamente. Dois meses de upload no Youtube produzem conteúdo equivalente a 50 anos de televisão. Os cursos online começam a ser estendidos para públicos massivos. O crescente uso do itálico para destacar o empréstimo de termos estrangeiros é a marca mais sutil deste contexto, onde as fronteiras entre arte, tecnologia, divertimento e educação estão se reconfigurando fortemente. Para discutir esta nova geografia, pesquisadores de diferentes áreas estarão reunidos na III Jornada EaD: o futuro da arte, que acontece no próximo dia 6 de abril na Universidade Anhembi-Morumbi, São Paulo.

O evento não se resumirá à tradicional modalidade da palestra. Adotará o talk show como forma de socializar o conhecimento. A ideia é promover um cara a cara entre alguns dos maiores pesquisadores brasileiros em tecnologias aplicadas à educação, a exemplo de Lúcia Santaella (PUC-SP e USP), com mais de 30 anos de pesquisa na área de comunicação e semiótica, e João Mattar, um dos maiores especialistas brasileiros em agitação e articulação de redes sociais. Durante o talk show, será feito um retrospecto da carreira de Santaella, com provocações teóricas a respeito de seus principais conceitos como o de linguagem líquida e da possibilidade de, por meio das redes sociais, tornar a educação onipresente.

Mattar falará sobre os desafios para uma incorporação bem-sucedida dos games e das redes sociais nos ensinos fundamental, médio e superior, bem como no âmbito empresarial. Refletirá ainda sobre os procedimentos e implicações dos cursos online abertos para públicos massivos, fenômeno que começa a ganhar espaço no Brasil.

Figurando no Top 100 da Online Universities como uma das especialistas mundiais em tecnologia e considerada a 8ª professora mais influente do mundo no Twitter, a pesquisadora Martha Gabriel, autora do best seller Marketing na Era Digital, trará para o evento sua experiência em combinar marketing, design e Belas Artes. “Para dominar o marketing no ciberespaço, é preciso aprender não só a se comunicar com as pessoas, mas também a conversar com os computadores”, salienta. A fim de indicar maneiras de desenvolver esta conversa, Martha, palestrante internacional diversas vezes premiada, traz para a Jornada EaD palestra cujo foco são as estratégias de marketing digital para instituições de ensino, como redes sociais, mobile e busca.

Sala de aula virada de ponta a cabeça - Flipped classroom ou sala de aula invertida é uma nova proposta de aprendizagem que se apropria de ferramentas como os tablets e smartphones para subverter os limites entre casa e sala de aula, O pesquisador André Genesini, do Centro Universitário SENAC-SP, descreverá os principais aplicativos e metodologias usadas para inverter a sala de aula, integrando os tablets e smartphones ao currículo escolar. Genesini aponta caminhos para administrar, no circuito multimidiáitco, a problemática relação entre autoria, trabalho em grupo e a pesquisa colaborativa.

Durante a III Jornada, a professora Maria Elizabeth Bianconcini (PUC-SP) conduzirá um debate sobre os rumos do curso de Pedagogia a distância no Brasil, com base nos resultados de pesquisa da Fundação Victor Civita.

Na palestra Evolução do Design Instrucional e Desafios Futuros, a pesquisadora do Senai, Andrea Filatro, vai destacar a evolução dos conceitos, processos e produtos oriundos das práticas do Design Instrucional (DI). O termo Design Instrucional (DI) é um dos mais empregados nas discussões sobre educação a distância e diz respeito aos processos de planejamento, formatação e desenvolvimento de metodologias, materiais didáticos e atividades pedagógicas específicas para a EaD.

Contatos para a imprensa 
Prof. Dr. João Mattar 

SERVIÇO

III Jornada EaD: o futuro da arte 
Quando? 06 de abril de 2013 (sábado). 
Onde? Auditório da Universidade Anhembi Morumbi. Rua Casa do Ator, 275. Vila Olímpia. São Paulo. 
Horário? 08 às 18h. 

12 março 2013

Aniversário de Olinda e Recife

De Olinda eu vejo Recife e de Recife eu vejo Olinda. É difícil imaginar uma sem a outra. É uma união tão forte que a gente diz "somos de Olinda e Recife". As duas são uma só.

Hoje é dia de celebrar as duas cidades que, juntas, comemoram seus 478 e 476 anos, sendo Recife a mais jovem. Fica aqui registrada uma pequena homenagem de um escritório genuinamente Recifolindense.


Fotos: Karla Vidal e Augusto Noronha

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