25 agosto 2015

Menos fake e mais maker!

Textura da escada de pintura de um senhor muito maker: meu pai. Foto: +Karla Vidal.

Quando se fala em robótica a gente pensa logo em algo complicado que só pode ser desenvolvido pelos gênios e de preferência com o auxílio da Nasa. Eu, por exemplo, pensava assim até bem pouco tempo atrás.

Foi a aproximação com o Movimento Maker que me fez perceber que os projetos de gambiarras que meu pai criava na garagem da casa onde cresci eram repletos de fundamentos da robótica. Percebi isso nas minhas andanças pelo Instructables que considero um dos melhores espaços maker online.


Nicho maker do meu pai. Foto: +Karla Vidal.
Meu pai sempre reutilizou materiais para criação de algo que solucionasse algum problema da casa. Para isso ele usava conectores, capacitores, baterias de carro, uma sucata danada. Daquilo tudo ele criava de ratoeiras eletrônicas até uma televisão que funcionava ligada à bateria do carro para situações de falta de energia. Eu amava aquela parafernália toda. O que papai desenvolvia cabe muito bem no que hoje está sendo aplicado às práticas educativas como a Cultura Maker, a Gambiologia ou a Robótica Livre.

O mais importante de todos esses movimentos é motivar e capacitar os alunos para a criação de artefatos que possam solucionar problemas. Isso faz com que estudantes e educadores estejam envolvidos de forma pareada, trabalhando juntos nesse processo criativo. É inovador porque muda completamente a estrutura de aula com a qual estamos acostumados. As possibilidades são infinitas!


Um pouco desse novo cenário de aprendizagem vai ser apresentado no Centro de Informática (CIn) da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) no próximo dia 4 de setembro. É a ação Robótica Pedagógica Livre organizada pelo grupo de pesquisa Ciências Cognitivas e Tecnologia Educacional (CCTE) com o apoio do Estúdio Abble de Aprendizagem.

A ação é composta por uma manhã de atividades com acesso livre, marcada para iniciar a partir das 8h. Podem participar professores, estudantes das licenciaturas, pesquisadores e profissionais de áreas ligadas à Educação de modo geral. A participação é gratuita e não há inscrição. No entanto, é preciso observar que o espaço do auditório do CIn é limitado, são mais ou menos 50 vagas.

Da programação faz parte a palestra Robótica Pedagógica Livre: uma alternativa metodológica para a emancipação sociodigital e a democratização do conhecimento com o professor Danilo Rodrigues Cesar, Pós-doutor em Educação, Doutor em Difusão do Conhecimento e criador da metodologia Robótica Pedagógica Livre. Danilo desenvolveu o conceito em sua tese de doutoramento apresentando possibilidades de trabalhar a robótica, de forma livre e pedagógica, usando artefatos simples como sucatas. Uma abordagem diferenciada da robótica tradicional que utiliza kits padronizados e comercialmente adquiridos. No evento o pesquisador vai abordar as contribuições da Robótica Pedagógica Livre (RPL) na ressignificação das experiências de aprendizagem.

Na ocasião também estará presente o militante de software livre Marcos Antonio Rufino do Egito. Educador social das áreas de Software e Robótica Livres, Marcos vai apresentar ao público as ações do Centro Marista Circuito Jovem (CMCJ) que desenvolve um programa de formação de adolescentes e jovens em situação de vulnerabilidade mediado pelas novas tecnologias de informação e comunicação.

Entre os trabalhos desenvolvidos no CMCJ está a criação de robôs a partir de resíduos eletroeletrônicos. São peças simples que fazem parte do cotidiano de cada jovem criador e também materiais originários de doações como cabos, fontes e conectores.

Para completar a programação da ação Robótica Pedagógica Livre estarão expostas no hall do CIn/UFPE algumas das peças desenvolvidas pelos jovens formados pelo Centro Marista Circuito Jovem.

Nós estaremos por lá. E você?

Foto: +Karla Vidal.

Manhã Robótica Pedagógica Livre 
Evento aberto ao público
Palestrantes: Danilo Rodrigues Cesar e Marcos Antonio Rufino do Egito
Onde? Auditório e Hall do Cin UFPE
Quando? 4 de setembro de 2015 das 8h30 às 10h30
Público-Alvo: Educadores, estudantes das licenciaturas e pesquisadores de áreas ligadas à Educação. Promoção: CIn/UFPE e CCTE/UFPE
Apoio: Estúdio Abble de Aprendizagem

19 agosto 2015

Dia Mundial da Fotografia


Quem respira fotografia não pode deixar de destacar o 19 de agosto, Dia Mundial da Fotografia.

A data é comemorada devido à invenção do daguerreótipo de Louis Daguerre. A máquina recebeu a classificação da Academia Francesa de Ciências em 19 de Agosto de 1839, o que fez com que a data fosse escolhida para celebrar a fotografia no mundo todo.

É nesse dia que a gente convida você leitor, cliente ou parceiro da Pipa a experimentar novos olhares! É só apertar o play!


15 agosto 2015

Comprei: Polaroid Cube

Foto: +Karla Vidal 

Eu não resisto a uma comprinha fotográfica se a oportunidade for imperdível. Foi assim com o scanner de negativos que já comentei por aqui e mais uma série de outros apetrechos que costumo adquirir no eBay. Também pesquiso em lojas online nacionais e, vez ou outra, acabo investindo em um case, filtro ou cartão de memória novo. Faz parte!

Pouco antes do dia dos namorados eu e +Augusto Noronha estávamos pesquisando preços de produtos quando nos deparamos com uma oferta muito boa da Polaroid Cube que é a action camera da marca. Muita gente compara a Cube com a GoPro Hero, mas elas não se parecem em quase nada, além do fato de serem ambas câmeras de ação.

A Polaroid Cube custa 99 dólares fora do país. Aqui a média de preço gira em torno de 600 reais. Navegando pela web achamos uma promoção muito boa que pedia 499 reais na edição azul. Colocamos a pequena no carrinho de compras na loja online do Walmart e, em poucos dias, recebemos o alerta de que havia baixado mais um pouquinho: 445 reais. Ficou difícil resistir...

Câmeras de ação não são muito a minha praia porque minhas atividades mais dinâmicas acontecem na rua, na cidade, sem grandes movimentações e sem acessos tão restritos. O celular tem funcionado muito bem para a maioria das situações. Mas, fotógrafo gosta de testar coisa nova. Até cogitei adquirir uma GoPro, mas achei que investir em um celular melhor era mais negócio para as minhas demandas, levando em consideração que uma câmera básica da marca (que todo mundo reclama) gira em torno de 1.000 reais. Os 445 reais na Polaroid Cube pareciam um bom negócio.

Sempre quis ter uma daquelas câmeras instantâneas da Polaroid. Fiquei feliz em poder adquirir algo da marca, mesmo sendo bem diferente das câmeras que puseram a marca no hall da fama da fotografia.

A câmera é bem pequena, cabe na palma da mão. Tem corpo emborrachado e um visual retrô muito gracinha. Existe uma infinidade de acessórios pra ela. O ponto negativo é que no mercado brasileiro tá quase tudo em falta. Na base da câmera tem um ímã extremamente forte que serve para fixá-la em qualquer superfície metálica dispensando o uso do tripé. A lente é wide (grande angular), com a distorção natural desse tipo de lente e um amplo alcance de área.

Foto: +Karla Vidal 

Funciona com cartão micro SD de até 32 GB. Eu não costumo usar cartões de capacidade muito grande. Prefiro ter vários de média capacidade porque, se der problema, perco menos conteúdo. Os controles ficam na parte traseira cobertos por uma tampinha redonda que você abre com uma moeda. Tudo bem protegido para não danificar ou entrar água e sujeira, afinal, trata-se de uma câmera de ação. Diz o manual que a superfície é resistente a respingos.

A qualidade da imagem é boa, mas não tem comparação com a qualidade de uma reflex. Se pensa em economizar dinheiro comprando uma Cube no lugar de uma reflex ou de uma compacta, desista. É uma textura de imagem diferente, própria desse tipo de câmera. Há pontos de estouro da luz e ruídos nas arestas relacionados ao movimento dos objetos. Talvez essa textura e a distorção da grande angular não agradem quem tá acostumado com fotos extremamente nítidas e brilhantes. Quando fixa, a câmera captura uma imagem bem estável, mas é menos estável do que os resultados que tenho visto com as GoPro top de linha. As cores em boas condições de luz são bem vívidas, o que é ponto positivo.

Foto: +Karla Vidal 

É uma câmera projetada para capturar situações em que as demais câmeras não chegam. O foco não é na qualidade total e sim no alcance. É uma boa opção que você tem para pendurar em um drone, para fixar numa bike, num skate ou largar no mato. Ela vai registrar ângulos inusitados, mas não vai te entregar qualidade de cinema. Funciona se você é produtor de conteúdo, mas não se você é um fotógrafo de moda (a não ser que você queira registrar um making of diferentão daquele editorial clicado no alto sertão). É uma ferramenta para quem gosta de experimentar, de misturar texturas e formas, de ousar. Eu adoro!

Como minha paixão é a fotografia de rua, a Cube me oferece possibilidades diferentes porque é muitas vezes imperceptível. Quando percebida, nem sempre é identificada como câmera e isso faz com que você possa registrar cenas o mais próximo possível da realidade já que aquele corpo estranho não intimida as pessoas. Chegaram a me perguntar se a câmera era um apontador de lápis. Eu sempre respondo: "é mais ou menos isso mesmo!"

Foi uma boa compra. Vai possibilitar muitas criações, principalmente para as redes sociais. Talvez um dia eu invista numa GoPro. Mas, só vou fazer esse investimento se houver demanda pra isso. Tenho bons equipamentos que suprem minhas necessidades e não tenho motivo para investir em mais um para ficar guardado na caixa. Equipamento parado é equipamento quebrado. A Cube eu levo no carro ou na bolsa, sem tanto medo de acontecer algo porque o investimento foi relativamente baixo. Uma GoPro talvez não me deixasse tão à vontade.

Outro ponto importante: a Cube não tem display e nem visor. A forma de fotografar é como se faz em pinhole, posiciona-se a câmera calculando mais ou menos a cena e faz-se o clique. Suas aulas de física vão ajudar muito nessa hora. Essa é uma característica das câmeras de ação. No caso da GoPro, só os modelos top de linha têm display. Custam uma fortuna... Se for pra fazer selfie, prefira um celular. Os selfies com grande angular ficam incríveis em paisagens ou em grupo. No entanto, você não vai se ver antes do clique.

Só um toque, se comprar uma Cube, cuidado onde a coloca porque o ímã dela é muito potente e pode danificar aparelhos eletrônicos como celulares. Tudo agarra nele muito facilmente.

A Cube entrega arquivos de imagem em formato .JPG e vídeos em formato .MOV. As imagens que tenho feito têm tamanho aproximado de 1 MB, muitas ficam em torno de 800 KB. A seguir, alguns exemplos de cliques feitos com a Polaroid Cube no Recife e um vídeo capturado do carro nas ruas de Olinda e outro no Marco Zero do Recife em um dia nublado minutos antes de uma baita chuva. Em nenhum deles há edição ou correção de imagem. Todos estão exatamente como descarregados da câmera. Assim dá pra perceber bem o resultado das capturas feitas com a Cube.


Foto: +Karla Vidal 

Foto: +Karla Vidal 

Foto: +Karla Vidal 

Foto: +Karla Vidal 





11 agosto 2015

Aprender é uma arte: recursos para estudar todos os dias

Foto: +Karla Vidal 

Analisando as ações daqueles ao meu redor, sem intenção de desenvolver reflexões mais profundas, percebo que a ação de estudar não está no topo das prioridades das pessoas. Essa é uma característica bem brasileira, em que trabalho e lazer sempre aparecem no topo das pesquisas. Estudar sem trabalhar às vezes é até considerado "vagabundagem". Tomar o estudo como lazer é "loucura". Afirmo isso com base em minha própria experiência de vida. Investir em educação então, nem pensar! Por que gastar dinheiro com algo "chato" que nem prioridade é?

Para se produzir qualquer tipo de transformação nesse cenário é necessário observar as coisas por um outro ângulo. O ato de estudar não deve ser visto como uma obrigação estrategicamente posicionada no primeiro estágio da nossa vida. Aquela obrigação que funciona apenas para fazer você conseguir um bom emprego. Esquecem de nos dizer que, quase nunca, o melhor emprego é realmente bom e, que para ter condições de entender e analisar o mundo, vai ser necessário estudar a vida inteira.

Registro das primeiras aulas de fotografia no Recife em 2000/2001. Câmera no temporizador.

Quando comecei a estudar fotografia conheci uma professora sensacional chamada Nerivanha Bezerra que, sem dúvida, foi uma das melhores professoras que tive. Não posso reclamar porque a vida me presenteou com muitos bons professores. Nerivanha não era boa só porque dominava técnicas ou tinha uma bagagem teórica astronômica. Ela era boa porque sabia ouvir e dar conselhos, era humana. Logo em sua primeira aula Nerivanha nos ensinou, através de um simples diálogo, como descondicionar o nosso olhar para conseguir ver as coisas de uma nova maneira, além daquele jeito óbvio com o qual já estávamos acostumados. Ensinou-nos a mudar os hábitos e enxergar beleza em tudo, até num simples martelo jogado no chão. Se ainda estivesse viva, certamente continuaria ensinando as pessoas a descondicionar pensamentos para entender que educação é bem mais que obrigação.

Eu gosto de estudar porque tive bons professores que me ensinaram que estudar é gostoso. Ensinaram-me que dá pra ter prazer aprendendo e produzindo algo com o conteúdo aprendido. E que esse algo pode trazer resultados que contribuam para uma vida agradável não só pra mim como para todos. Se todos conseguirem enxergar a educação dessa forma, certamente vamos transformar o cenário que apresentei logo no começo do texto.

Ahhh, Karla, muito lindo isso tudo, mas a gente quer mesmo é saber como se coloca isso em prática? Eu respondo que o primeiro passo é ter vontade de mudar e vencer preconceitos. O segundo é prestar atenção no que está acontecendo ao seu redor e tentar imitar assim como fazem os bebês. E hoje em dia, com o auxílio das tecnologias, em menos de 1 hora você já vai ter tido contato com uma série de bons exemplos para seguir estudando dia após dia. A seguir, apresento os recursos e aplicativos que uso diariamente para estudar. Não tem nada muito complicado e nem totalmente desconhecido, mas são hábitos que se você conseguir construir vão transformar a sua vida e podem ajudar você a transformar o mundo.

Coursera


Ilustração produzida com elementos gráficos do freepik.com


Talvez seja o portal de cursos online mais conhecido do mundo. Isso acontece porque ele é mesmo sensacional. Oferece uma cartela de cursos vinculados a universidades de diferentes países e em diferentes línguas. São cursos para serem feitos no seu tempo ou sob oferta determinada pelas instituições promotoras. Já fiz vários! Recentemente concluí um curso maravilhoso sobre cinema e teledramaturgia escandinava oferecido pela Universidade de Kopenhagen com um grade achieved de 89.8%. Nada mal, não é? Através do Coursera já estudei com professores da Universidade Autônoma do México, da Universidade da Pensilvânia, do Museu de Arte Moderna de Nova Iorque entre outras. Frequência de uso: tento concluir um curso a cada seis meses.

Issuu


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Aqui você precisa desenvolver estratégias de busca e caminhar por conta própria em busca de publicações para sua leitura. O Issuu é uma rede social para disponibilização de publicações — livros, cartilhas, papers e revistas —  com uma interface própria para leitura online. Alguns produtores também habilitam o download das publicações. No entanto, a experiência online, tanto em desktop como em dispositivos, é tão legal que quase nunca sinto a necessidade de realizar download. O ambiente é tão bom que atrai editores que produzem já pensando na plataforma, como é o caso da Pipa Comunicação, do Pibid Letras e da Revista Ao pé da LetraFrequência de uso: tento ler algo novo toda semana.

Duolingo


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Esse é mega famoso e muito legal. É tão simples que dá pra usar na fila do banco, no consultório e até no banheiro (hahahaha, somos humanos!). Já ouvi muita gente dizer que o esquema é bobo, mas certamente quem fala isso não avançou níveis para perceber que a coisa toda vai ficando cada vez mais complexa. Estou por lá tentando permanecer focada no francês, mas já de olho em outras línguas. Frequência de uso: tento usar todos os dias. Não se preocupe que a corujinha do app manda notificações de metas todos os dias. Não há risco de esquecer.

E-books gratuitos


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Sou a louca dos e-books gratuitos. Quero ler todos! Mas, como meu cérebro já anda meio cansado do volume de informações que recebe, acabo só lendo mesmo aquilo que me conquista. Para encontrar boas leituras a dica é participar de grupos e comunidades que referenciem boas obras. É preciso estar atento e checar se o livro possui ISBN, se faz parte de uma catálogo de alguma editora e se essa editora possui conselho editorial que avalia o conteúdo. Há muito material questionável na Internet. Ter registro e selo de editoras não garante bom conteúdo, mas já é um indício de cuidado e responsabilidade. Atualmente estou lendo duas obras: o VLEF do Tiago Mattos e o Por que os educadores devem ir além do data show - e como fazer isso da Ana Prado. Frequência de uso: apareceu ebook interessante na rede eu baixo.

TV Sala


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Tem dias (ou semanas) que não dá pra você acompanhar o volume monstro de informações que circula na rede. Mas, quem trabalha com comunicação não tem escolha, tem que saber. Eu costumo estar antenada diariamente. Mesmo assim, todos os sábados eu fico ligada no inCrível que é um web program produzido pelo pessoal da TV Sala. No programa eles fazem um resumão bem humorado de tudo que rolou na web. O portal também é repleto de informações sobre cultura digital que vale a pena seguir. Frequência de uso: todo sábado a partir das 21h.

Netflix


Ilustração produzida com elementos gráficos do freepik.com

Sim! É possível estudar vendo seriados da mesma forma que é possível estudar assistindo a vídeos ou vendo filmes. É só pesquisar o assunto abordado e cruzar a informação que você tem com a que foi abordada pelo roteirista. Posso dizer que é muito divertido comparar o que você aprendeu com o que foi apresentado a você. Tive experiências muito agradáveis com séries como The Tudors (que saiu do catálogo) e The Borgias. Outro material muito bom que está disponível no Netflix são os documentários da BBC, da National Geographic e os TEDsFrequência de uso: quase todos os dias, vai depender do nível de cansaço.

Snapchat


Ilustração produzida com elementos gráficos do freepik.com


Já me perguntaram porque eu faço parte da rede de um app que só tem adolescente. Primeiro porque essa afirmação é falsa. Segundo porque os adolescentes têm muito a ensinar a mim e a você. E terceiro porque é a única rede em que os usuários estão motivados a mostrar o cotidiano de suas cidades para o resto do mundo. Não se trata só de conhecer as cidades "bombadinhas" e sim de conhecer, por exemplo, Izmir na Turquia. Os geofilters do Snapchat destacam cidades e eventos de todos os lugares do mundo todos os dias. Você pode ter contato com a cultura e os costumes de diferentes lugares pela ótica daqueles que realmente têm algo a dizer: as pessoas comuns. Obviamente tem conteúdo irrelevante também, mas isso a gente encontra até em livros, por que não encontraríamos nas redes? Frequência de uso: todos os dias.

Chromecast + Youtube


Ilustração produzida com elementos gráficos do freepik.com


O youtube é o paraíso da aprendizagem para quem está disposto a buscar bom conteúdo. Há canais que produzem conteúdo para ensinar de construção civil até história da arte. O advento do Chromecast (ou da Apple TV para quem preferir) é uma revolução na forma de consumir conteúdo online. Esses aparelhinhos de baixo custo simplesmente jogam na TV o conteúdo do seu dispositivo. No caso do Chromecast até a timeline do Google+ pode ser exibida na TV. Eu que sou assinante de vários canais no youtube adoro deitar para estudar. Vejo muito o conteúdo produzido pela Canon sobre fotografia e vários canais que ensinam francês. Também gosto de rever os filmes que estudei na universidade que hoje estão disponíveis em canais como o ClassicMoviesHQ. Ahhh, se tivesse Youtube na minha época de faculdade... Frequência de uso: semanal ou mensalmente. Depende do volume de seriados vistos no Netflix.

Listando assim parece que eu não tenho tempo para mais nada além de estudar. Mas, não é verdade. Tudo é uma questão de vontade e disciplina. Há aplicativos que ajudam a gerenciar seu tempo e suas atividades, mas esses serão assuntos de um outro post. Espero que tenham gostado das informações. Compartilhem nos comentários quais ferramentas vocês usam. Quero saber pra usar também!

06 agosto 2015

Da janela do meu, do seu, do nosso ônibus!

Foto de Isabela Faria: https://instagram.com/p/0J1eupBznh/

Eu sou bem suspeita pra falar sobre um projeto que envolve fotografia, rua e ônibus porque foi justamente esse combo que me fez produzir o ensaio Anônimos, Famosos e Viajantes que acabou virando esse livro aqui.

Qual não foi a minha felicidade quando conheci um projeto que não só lançava mão desse combo, como proporcionava também a participação de pessoas de todo o mundo. Esse é o projeto Da Janela do Meu Ônibus liderado por Isabela Faria, uma recifense com coração e olhar cheios de sensibilidade e uma vontade danada de revelar esse sentimento para as pessoas.

Isabela iniciou há um ano uma conta no Instagram onde publica imagens, em sua maioria feitas com celular, de dentro dos ônibus. A ideia é utilizar a janela do veículo para emoldurar cenas e paisagens do cotidiano das cidades.

Foto 1 de Matheus de Abreu, @cadeomatheus. Foto 2 de W. Filipe, @wfilipeandrade. Foto 3 de Maurício Bazílio, @mbazilio.

Com o passar do tempo Isabela começou a receber contribuições de passageiros de outras cidades através da hashtag #Dajaneladomeuonibus. Em menos de um ano a hashtag já agrupa milhares de contribuições fotográficas de  vários continentes. Ao fazer a busca no Instagram os internautas terão acesso a cenas capturadas tanto sob a luz do dia como à noite. Registros feitos sob sol ou chuva. Olhares de experientes profissionais da fotografia e de jovens aprendizes.

O projeto é verdadeiro acervo digital da fotografia de rua contemporânea que tem estimulado a participação de passageiros do mundo todo, além de se desdobrar em novas ações como exposições e oficinas. Atualmente o Da Janela do Meu Ônibus está com imagens expostas no posto do VEM (Vale Eletrônico Metropolitano), na rua da Soledade, em Recife. É nesse posto onde grande parte dos passageiros realiza a recarga dos cartões do sistema de bilhetagem eletrônica dos ônibus da cidade.

Mesmo já tendo visitado a exposição no VEM, só tive a oportunidade de conhecer a Isabela hoje, 6 de agosto de 2015. Num encontro descontraído em sua charmosa casa no bairro das Graças, conversamos um pouco sobre o diálogo entre nossos projetos. Foi nesse encontro que Isabela me convidou para a comemoração de um ano do Da Janela do Meu Ônibus que acontece na próxima terça-feira, 11 de agosto, na  Praça da Independência, no centrão do Recife. Parte de nossa conversa será exibida em vídeo durante o evento.

Na ocasião o músico Tiago Cavendish, que se apresenta nos ônibus tocando flauta, vai mostrar seu trabalho, dessa vez fora dos coletivos. A festa também vai ter apresentação de vídeos e documentários, poesias, DJs e o famoso Som na Rural de Roger de Renor.



Eu vou! E desde já agradeço muito a Isabela pelo convite e pelo nosso encontro. Também a parabenizo pela inciativa sensacional de estímulo à fotografia. Essa imagem acima é a minha segunda contribuição para o projeto.


Mais detalhes sobre o evento você acessa aqui: https://www.facebook.com/dajaneladomeuonibus