06 abril 2016

Resultado Final da chamada pública de capítulos da Série Professor Criativo



Quem acompanha a trajetória de projetos da +Pipa Comunicação sabe que em 2015 lançamos com o +Estúdio Abble de Aprendizagem  e o grupo Ciências Cognitivas e Tecnologia Educacional da Universidade Federal de Pernambuco a Chamada Pública de Capítulos para volume especial digital da Série Professor Criativo.

Em 15 de setembro de 2015 começamos a receber capítulos enviados por professores e pesquisadores de todo o país. A ideia era reunir 10 textos que apresentassem relatos de experiências, análises, pesquisas e quaisquer outros tipos de contribuição em prol da educação, relacionados diretamente a um dos temas previstos no edital. As contribuições deveriam ser submetidas de acordo com o critério específico de apresentar linguagem acessível, despertando em outros professores a vontade de aprender para replicar a experiência em suas práticas.

Por se tratar de uma primeira experiência, ficamos todos bastante surpresos quando encerramos a chamada em 30 de novembro contabilizando 36 contribuições de várias regiões do Brasil e uma de Portugal. Sim! A Série Professor Criativo cruzou o oceano e estimulou a contribuição dos pesquisadores portugueses. Que vitória!

Em dezembro de 2015 iniciamos a maratona de avaliações que contou com a participação dos professores Alex Sandro Gomes (Centro de Informática/UFPE), Taciana Pontual (Departamento de Informática/UFRPE), André Luís Alice Raabe (Departamento de Educação/Univali) e Ig Ibert Bittencourt Santana Pinto (Instituto de Computação/UFAL), que também assinarão a organização do volume. Gerenciada pelos editores executivos da Pipa, +Augusto Noronha e eu, essa etapa do processo de avaliação foi conduzida até meados de fevereiro.

Todo o processo seguiu a orientação de avaliação cega por pares. Nele os avaliadores receberam os textos, sem menção aos autores, e emitiram pareceres com informações detalhadas sobre a avaliação de cada texto. Em casos de discordância, um novo avaliador foi convidado a decidir emitindo novo parecer. Em 16 de fevereiro todos os pareceres estavam prontos e foram enviados aos autores. Assim, tanto os trabalhos aprovados como os não aprovados receberam o resultado da avaliação apontando os pontos positivos, negativos e as orientações de ajustes para o texto. Os autores que receberam orientações para ajustes tiveram até 18 de março para devolver o texto de acordo com as orientações.

Foto: +Karla Vidal 

Após 18 de março os textos foram reorganizados e os avaliadores foram novamente acionados para verificar as alterações sugeridas para reformulação dos mesmos. Depois de 15 dias em análise chegamos à etapa final que resultou na aprovação de 14 capítulos submetidos pelos 24 autores  listados com muita alegria a seguir:

APRENDIZAGEM COM DISPOSITIVOS MÓVEIS: REFLEXÕES EPISTEMOLÓGICAS E PRÁTICAS NO ENSINO DE MATEMÁTICA
Learcino dos Santos Luiz (UDESC), Ricardo Antunes de Sá (UFPR)

COMO USAR A CRIATIVIDADE PARA DESENVOLVER JOGOS PARA MELHORAR O APRENDIZADO DENTRO E FORA DA SALA DE AULA
Pedro Henrique Andrade de Santana (Unibratec), Amaro Virginio da Silva Neto (UFRPE)

CONTEXTUALIZAÇÃO E APLICAÇÕES DOS OBJETOS DE APRENDIZAGEM: UM CENÁRIO NAS CIÊNCIAS DA SAÚDE
Ângelo Jesus (P.PORTO), Maria João Gomes (Uminho)

HIPERLEITURA E LEITURAS: PENSANDO A FORMAÇÃO DE HIPERLEITORES
Ana Cláudia Munari Domingos (UNISC)

INCORPORANDO ASPECTOS DE GAMIFICAÇÃO NO ENSINO SOBRE HERANÇA EM PROGRAMAÇÃO ORIENTADA A OBJETOS: UMA EXPERIÊNCIA NO ENSINO TÉCNICO DE NÍVEL MÉDIO
Janderson Jason Barbosa Aguiar (UFCG)

NORMA ESCRITA CULTA, PLACAS DE RUA E POCKET VÍDEOS: UMA EXPERIÊNCIA POSSÍVEL
Ynah de Souza Nascimento (UFPE) e (FMGR)

NOVAS ATIVIDADES DE COMPUTAÇÃO DESPLUGADA PARA PROMOÇÃO DE INTEGRAÇÃO CURRICULAR NA ESCOLA
Ecivaldo Matos (UFBA), Fernando Paiva (UFBA), Emilayne Corlett (UFBA)

O ENSINO DE SOCIOLOGIA BASEADO EM LIVROS DIDÁTICOS ABERTOS
Francisco Kelsen de Oliveira (UFPE) e (IF Sertão-PE), Melka Freitas Abreu (UFC)

O GÊNERO HISTÓRIA EM QUADRINHOS: DESPERTANDO O GOSTO PELA LEITURA
Gregory Augusto de Lima Laborde (UFRPE) e (FAFICA)

O JOGO EM FOCO: UMA DISCUSSÃO SOBRE OS GAMES E A APRENDIZAGEM
Carla Alexandre Barboza de Sousa (UFPE)

O SCRATCH COMO FERRAMENTA PEDAGÓGICA PARA O DESENVOLVIMENTO DO PENSAMENTO COMPUTACIONAL SOB A PERSPECTIVA DA APRENDIZAGEM SIGNIFICATIVA
Fellipe Oliveira Ramos (IF Baiano) e Prefeitura Municipal de Amélia Rodrigues (BA), Lilian da Silva Teixeira(UNEB) e (IF Baiano)

O USO DE JOGOS DIGITAIS COMO OBJETOS DE APRENDIZAGEM NO ENSINO DA MATEMÁTICA: UMA PROPOSTA PARA AS ESCOLAS PÚBLICAS DO SEMIÁRIDO POTIGUAR
Katia Cilene da Silva (UFERSA), Mylani Nathalini Dantas Costa (UFERSA)

POSSIBILIDADES DE USO DE SOFTWARE EDUCACIONAL NO PROCESSO DE ENSINO E APRENDIZAGEM DO ALUNO SURDO
Rafaela Bohrz (UPF), Márcia de Borba Campos (PUCRS)

TECNOLOGIAS CONTEMPORÂNEAS COMO INSTRUMENTO AUXILIAR DA EDUCAÇÃO EM ARTES
Marina Vieira Gonçalves (IFBA), Luciene Teixeira Vieira Gonçalves (IFBA)

Isso mesmo! A decisão dos editores foi não excluir quatro contribuições que podem servir de inspiração para outros professores. Assim, damos os parabéns aos autores selecionados e informamos que estamos iniciando hoje a produção dessa iniciativa tão feliz que é volume especial da Série Professor Criativo. Muitas novidades ainda estão por vir! Sigamos para os próximos passos.

04 abril 2016

Gifs para a educação

Gif com animação que ilustra a relação abertura do diafragma e profundidade campo na fotografia. Fonte: https://www.facebook.com/conexaofotografica

Já escrevi aqui no Blog da Pipa sobre Gifs umas duas vezes. No primeiro texto comentei rapidamente sobre o que é e a origem desse formato específico de arquivo digital. Nos dois textos o segundo você pode acessar aqui fiz questão de destacar a evolução conceitual do formato ao longo dos anos. E que evolução! Hoje vemos na web Gifs bem elaborados para as mais variadas aplicações: artes, marketing, humor e até mesmo educação. É essa aplicação na educação que vou buscar destacar neste texto.

Durante muito tempo o formato Gif foi visto com certo preconceito. Nós designers ajudamos a construir esse preconceito quando associamos o formato a conteúdo de baixa qualidade. Quem nunca ouviu alguém resmungar que o suporte à publicação de Gifs no extinto Orkut ou atualmente no Facebook transformaria as redes em bagunça? Éramos nós que preferíamos a pureza do vetor ou a vivacidade de uma foto salva na qualidade 12. Até o revival impulsionado pela rede Tumblr o Gif era bastante estigmatizado por apresentar em grande parte animações com conotação infantil ou com resolução comprometida. Foram as técnicas de animação fotográfica, como as projetadas pela artista Jamie Beck, e os recortes de vídeos publicados no Tumblr que fizeram o formato de arquivo renascer para novas apreciações.

A partir daí muitos artistas e designers passaram a investir no formato que é capaz de emitir mensagens de forma clara, rápida e bem divertida. Surgiram na web vários repositórios e ferramentas que isolam trechos de vídeos em formato Gif como o conhecido Giphy, uma das principais fontes de pesquisa para muitos profissionais da comunicação. Esse retorno tão triunfal fez a empresa Adobe incorporar uma timeline para edição de pequenos vídeos em seu principal software de edição de imagens, o Photoshop, aos mesmos moldes do antigo Adobe ImageReady que era um software exclusivo para produção de Gifs, hoje extinto. O cenário apontava que o formato havia voltado para permanecer entre nós.

Quando o Facebook anunciou que permitiria Gifs em suas postagem houve rebuliço na web. Muita gente criticou bastante chegando a afirmar que aquele era o fim anunciado da rede. Estavam enganados. O cenário era outro! Havia muitos produtores de conteúdo cada vez mais maduros. Começamos então a assistir a uma revolução na produção de Gifs que alcançaram fama nos quatro cantos do mundo. Um exemplo? O clássico John Travolta confuso.



Até aí vimos produções relacionadas a humor e marketing. Tudo muito bem feito. Mas, o que mais tem me surpreendido são a produções para fins educativos em todos os níveis e áreas. São animações que ilustram questões que vão desde o funcionamento de mecanismos até a representação animada da profundidade de campo na fotografia. É um recurso digital poderoso capaz de envolver o aprendiz e consequentemente promover a aprendizagem em diferentes situações.

Lembrando obviamente que um recurso digital não esgota uma abordagem. A função do professor de contextualizar e complementar a mensagem é indispensável, até mesmo quando o recurso é muito bem elaborado. Às vezes percebemos professores que atribuem um valor exacerbado a um recurso digital, desejando que o mesmo seja capaz de resolver tudo. Eu acredito que nem a aula, nem o recurso e nem o professor são capazes de, isoladamente, esgotar um aprendizado. A aprendizagem não se esgota e esses três fatores precisam estar em diálogo e colaboração constantes para que a experiência de aprendizagem possa ser, de fato, criativa.

A seguir deixo uma seleção dos Gifs educativos mais legais que vi nas últimas semanas:

Comparação entre as velocidades de um Boeing 747, um SR-71 Blackbird e da sonda New Horizons by Clay Bavor.


Detalhamento da Evolução Humana via http://pictoline.com

Refração da Luz. Disponível no Reddit

Ação de uma bala em câmera lenta. Disponível em Netanimations.net



Proporção Áurea via GIPHY
 
Para pesquisar outros Gifs basta utilizar os repositórios linkados nas legendas e realizar buscas através de hashtags como #science, #design ou #history.

11 março 2016

Livro digital gratuito apresenta o cenário da Educação Inclusiva no país

'Pesquisas em Educação Inclusiva' apresenta os resultados de oito anos de pesquisa sobre o tema. Foto: +Karla Vidal 

A Educação Inclusiva tem a missão de transformar a escola regular em um espaço preparado para também acolher as pessoas com deficiência. Desse cenário fazem parte aprendizes com os mais diferentes tipos de necessidades especiais, da pessoa surda até a criança autista ou superdotada.

Ao preparar o ambiente escolar para ser um espaço acolhedor das pessoas com deficiência, a tendência é considerar apenas questões referentes à acessibilidade ou à adoção de tecnologias que facilitem o andamento das atividades. No entanto, é imprescindível destacar o papel do docente frente a esse novo cenário de inclusão. Não se trata de transformar a escola em um centro de educação especial e sim de fazer com que as escolas e os professores sejam capazes de atender alunos com e sem deficiência em um mesmo ambiente, o da escola regular, permitindo que a inclusão exista de fato e como direito.

Essa tarefa não é simples. Foi a partir dessas questões que o pesquisador José Ribamar Lopes Batista Júnior (UFPI) decidiu ajudar gestores, professores e até mesmo pais a transitar por esse cenário. Para isso escreveu o livro Pesquisas em Educação Inclusiva: questões teóricas e metodológicas que tem lançamento presencial agendado para o sábado 12 de março, na Livraria Anchieta no Piauí e online na Livraria da Pipa Comunicação.

O ebook traz ilustrações de +Karla Vidal desenvolvidas a partir de elementos do repositório freepik.com.

A obra, lançada em formato digital e distribuída gratuitamente em três formatos, reúne os resultados alcançados durante a trajetória de oito anos de pesquisa do autor sobre Educação Inclusiva. Ao retratar a realidade de três capitais diferentes, José Ribamar mostra ao leitor, com a propriedade de quem acompanhou pessoalmente o trabalho de professores em sala de aula, tanto os casos relatados pelos professores entrevistados como suas reflexões sobre os papéis desempenhados por eles na perspectiva do Atendimento Educacional Especializado (AEE), modalidade de ensino adotada pelo Ministério da Educação desde 2009.

Além de relatos e reflexões, o autor apresenta aspectos referentes às legislações nacional e internacional além da descrição do público-alvo do AEE e os tipos de serviço adotados para essa modalidade no Distrito Federal, no Ceará e no Piauí.

“Falta ainda preparar o professor. Muitas das ações são realizadas porque o professor acredita na inclusão e procura recursos por conta própria, às vezes pagando do próprio bolso. Tenta fazer o mínimo para que a aprendizagem do aluno com deficiência aconteça. A escola e os gestores precisam dar mais apoio. Eles precisam se qualificar cada vez mais. Muitas vezes o professor se sente culpado porque sua estratégia não deu certo. Mas, como poderia dar certo sem uma estrutura, materiais e a preparação adequada desse professor?”, questiona o autor.

Pesquisas em Educação Inclusiva estará disponível para leitura online e download no website da Livraria da Pipa a partir do dia 12 de março. Autor e editores convidam os internautas a realizar o download e compartilhar o link para a obra nas redes e entre seus pares.

A Educação Inclusiva faz parte de toda a trajetória de pesquisa de José Ribamar Lopes Batista Júnior, da especialização até o mestrado e o doutorado. Foto: +Karla Vidal

Durante o lançamento na cidade de Teresina, o autor vai distribuir livretos impressos com informações sobre a obra e atalho em QR Code para download. Os interessados podem escolher entre as versões PDF, ePub e Mobi disponíveis no link: http://goo.gl/g61SY0.

Assista ao vídeo de lançamento:

12 fevereiro 2016

Nova publicação ratifica importância do PIBID


#FicaPIBID, #MobilizaPIBID, #SomosTodosPIBID. Essas são algumas das hashtags que estão sendo utilizadas na rede em prol do Programa Institucional de Bolsa de Iniciação à Docência, o PIBID, que já tem cortes de verba anunciados e uma ameaça iminente de ser extinto.

A iniciativa do Governo Federal é voltada para o aperfeiçoamento e a valorização da formação de professores para a educação básica. Para isso, o Programa trabalha com os alunos das licenciaturas, ligados a projetos de iniciação à docência, de diferentes disciplinas e áreas de conhecimento. Eles aprendem na prática, em escolas da rede pública, como se tornar professor de fato. Preparam aulas, elaboram metodologias e desenvolvem atividades diferenciadas aplicando criatividade e muitas vezes inovando.

Não cabe a mim discutir a importância de um projeto como esse para o bem comum de uma nação. É até óbvia sua relevância em um país onde quem investe em educação é considerado careta ou chato. A meu ver qualquer iniciativa de apoio a educação é bem-vinda. No entanto, o PIBID se destaca por trabalhar com os alunos da licenciatura que são aquelas graduações brasileiras que sofrem com a baixa procura dos estudantes. Isso mesmo! Há licenciaturas no Brasil com vagas sobrando, poucos escolhem cursar.

A licenciatura é o grau universitário que dá o direito de exercer o magistério, ou seja, ser professor dos níveis infantil, fundamental e médio. É a pessoa que vai ensinar as nossas crianças e ajudar na formação delas como cidadãos. Uma baita de uma contribuição para o bem comum quando pensamos na sociedade e não somente no nosso próprio umbigo.

Se temos um cenário de abandono das licenciaturas, teremos no futuro uma escassez de professores. Ou pior, vamos, como sempre, propor soluções paliativas para suprir essa falta. Isso definitivamente não é legal. Temos vários exemplos desse tipo de solução que atormentam nosso cotidiano como cidadãos brasileiros. É só sair de casa e olhar, por exemplo, uma obra de mobilidade urbana que atravancou ainda mais o fluxo de pessoas na cidade. Não queremos isso. Você pode até não ter se ligado que não quer, mas um dia irá perceber.

É assim que todas as vezes que trabalho em algum projeto do PIBID eu tenho a sensação de que ajudei a plantar mais algumas sementes no campo. A sensação vem porque você percebe claramente o nível de envolvimento daqueles estudantes que não só escolheram a licenciatura como estão investindo nela. E ainda contribuem para a valorização do trabalho do professor, porque os alunos que conviveram com as práticas pedagógicas criativas propostas pelos pibidianos voltam pra casa com a esperança de que é possível viver uma educação diferente.


Assim eu deixo aqui o link para o 2º Caderno Pedagógico do PIBID do Centro Universitário Franciscano (Unifra) disponível para acesso gratuito no link: http://www.pipacomunica.com.br/livrariadapipa/produto/2o-caderno-pedagogico-pibid-unifra/

A publicação apresenta os relatos sobre a elaboração de atividades pedagógicas diferenciadas, produzidas pelos bolsistas do PIBID Unifra e seus supervisores nas escolas parceiras. Tudo gerenciado pelos professores coordenadores dos subprojetos vinculados a cada uma das áreas de atuação do Programa na instituição: Filosofia, Geografia, História, Letras/Inglês, Letras/Português, Pedagogia e Matemática. Se quiser ler imediatamente lá vai uma opção:



É uma leitura importante para tentar entender o que vem sendo feito em favor da educação em nosso país. Se quiser saber mais sobre as produções do PIBID indico este link que mostra o trabalho dos licenciandos aqui em Pernambuco.

Aproveito esse espaço para convidar todos que chegaram até aqui para participar, mesmo que virtualmente, do Dia nacional de luta em defesa do PIBID, agendado para os próximos dias 23 e 24 de fevereiro. Confirme sua presença no evento e mostre seu apoio. Neste grupo você pode saber mais sobre a ação: https://www.facebook.com/groups/1600686786872263/

11 fevereiro 2016

O carnaval da cultura geek

Imagens: +Karla Vidal.

Dos nerds o mundo é! Essa seria uma frase muito bem proferida pelo nosso queridíssimo Mestre Yoda. Digo nosso porque se você não tolera o mundo nerd e a cultura geek é melhor ir parando de ler este post aqui mesmo.

Se você avançou para este novo parágrafo é porque, assim como eu, é amarradão na cultura geek. Apesar de me considerar nerd, sei que a ala radical me crucificaria por não ter assistido, por exemplo, a todos os filmes da saga Star Wars ou Star Trek. Mas, acho que eu já mereço muita consideração por saber diferenciar uma da outra. Tenho um consultor para esses assuntos que é um pouco mais nerd que eu: +Augusto Noronha. Como gosto muito de tecnologia, cinema, HQs, seriados e games, acredito que já acumulei uma certa bagagem para ser uma geek intermediária (⌒‿⌒).

É justamente essa bagagem que faz com que eu me divirta horrores no Carnaval de Olinda observando as fantasias que a galera cria para brincar em blocos como o Enquanto Isso na Sala da Justiça. É sensacional a criatividade da galera! Dos que investem mais aos que investem menos é tudo fascinante e muito envolvente. Quando você percebe está se desviando da espada da Beatrix Kiddo ou trocando uma ideia com o Primo Itt. Não tem como não se divertir. Até montei uma fantasia de Jessica Jones para esse ano. Desisti, porque o casaco não tava combinando com o verão ☹

Há algum tempo eu fazia questão de ir para o Alto da Sé em Olinda para acompanhar a saída do bloco todos os anos. Parei porque o horário, meio-dia, no sol do verão é massacrante. Mas, em 2016 eu me preparei e fui. Fiz exercícios para aguentar a maratona das ladeiras, investi em tênis especial e chapéu. Isso garantiu um tempinho de vida extra às minhas baterias. Olinda estava lotada, porém tranquila. Havia vento e isso é muito importante para você não desmaiar depois da primeira subida de ladeira sob o sol do meio-dia.


Foi legal demais! Teve Batman, teve Wolverine, ThunderCats e até o Super Cocô. Rolou também o tradicional show do Homem-Aranha descendo a Caixa D'água que é um dos pontos turísticos da cidade. Mas, o que achei mais legal foram as meninas que planejaram as versões femininas do Robin e do Aquaman. Troféu criatividade para elas!

No dia seguinte passei para apreciar a saída da Apoteose dos Bonecos Gigantes. Para quem não sabe, há dois desfiles de bonecos gigantes: a Apoteose e o Encontro dos bonecos. A diferença é que na Apoteose tem todo tipo de figuras e no Encontro desfilam os bonecos mais tradicionais como a Mulher do Dia. Eu prefiro a Apoteose que é onde a criatividade rola solta. Tem Mestre Yoda, Chuck, Freddy Krueger, Darth Vader, Seu Madruga e até a Ana Maria Braga, todo mundo junto na folia. É muito mais divertido! É também engraçado porque tem uns bonecos que ninguém identifica e aí começam os bolões de aposta pra saber quem são. 

Enfim, vou parar de falar e mostrar as fotos que explicam melhor como é o Carnaval Geek de Olinda. Clica na imagem que leva para a galeria no Flickr!

Enquanto Isso na Sala da Justiça 2016 - O que teve?