14 novembro 2014

Openredu: existe vida além do Moodle

Cartelas de stickers da comunidade Openredu. Foto: +Karla Vidal 

Existe sim, vida além do Moodle, e ela é até mais interessante. O sistema, contudo, continua sendo um marco na história da educação a distância. Os quatro cantos do mundo utilizam o famoso software de código aberto e não apenas para fins educacionais. O mérito é tamanho que quase tudo que foi desenvolvido depois tem algum tipo de inspiração no Moodle. Mas o software tem falhas e limitações como todo sistema web. O bom é que muito do que tem sido desenvolvido pós-moodle busca justamente corrigir as falhas e diminuir as limitações, além de acompanhar as mudanças cada vez mais constantes na esfera educacional.

Esse é o caso da Rede Social Educacional (Redu), que é uma plataforma pernambucana desenvolvida com o objetivo de proporcionar experiências de aprendizagem mais intensas entre professores e alunos. Para alcançar esse objetivo lançou mão de uma série de recursos e de conceitos dos mais atuais no contexto das tecnologias aplicadas à educação: Redes Sociais, apps, Recursos Educacionais Abertos e Moocs. A Rede dialogou com todos esses canais. O resultado não poderia ter sido diferente, mais de 32 mil usuários e a construção de uma rede sólida de pessoas que não só acreditam como praticam uma educação diferente, totalmente integrada aos benefícios que as tecnologias digitais possam proporcionar.

A boa notícia é que, em 2014, a Redu abriu seu código e se transformou na comunidade Openredu. Agora, qualquer pessoa ou instituição pode implementar a plataforma em sua própria nuvem e oferecer cursos e experiências de aprendizagem a distância. Toda a documentação está disponível no GitHub e pode ser acessada diretamente através do site openredu.org.

O processo de abertura é recente e o site deverá permanecer em construção constante, afinal é uma comunidade de colaboração e troca de conhecimento, assim como acontece há anos com outros softwares de código aberto. Naturalmente, aqueles que possuem mais informações irão colaborar com os que estão começando. A ideia é construir fóruns nos mesmos moldes do que já acontece com outros sistemas como, por exemplo, o Wordpress. A diferença é que Openredu é 100% brasileira.

Assim como o Moodle requer conhecimentos em implementação de sistemas web e linguagem PHP o Openredu requer conhecimentos na linguagem Ruby, mais atual e mais veloz. Aliás, há vídeos no Canal do Youtube com treinamentos e apresentação do código produzidos pela própria comunidade Openredu. Desenvolvedores iniciantes têm aí uma boa oportunidade para estudar e pôr em prática seu conhecimento.

Como a gente apoia toda iniciativa de educação aberta, também estamos apoiando o Openredu em sua caminhada para se tornar uma das maiores plataformas de aprendizagem online. Nesta semana foi lançada a campanha "We Are Open" que criamos para ampliar o alcance da iniciativa tanto na web, como fora dela.

Campanha We Are Open para Openredu.

Da campanha faz parte uma série de materiais, que vão desde stickers até banner. Tudo com o intuito de estimular as pessoas a conhecer a iniciativa. Além de abrir o código, Openredu também abriu a arte dos materiais. Qualquer pessoa pode baixar os arquivos finais e apoiar a comunidade produzindo para si o produto com o qual mais se identificar. É só baixar o arquivo e levar até a gráfica mais próxima ou rodar em sua impressora mesmo. Tudo está disponível no site da comunidade no link: http://goo.gl/DN8MSX.

Para facilitar, trouxemos os materiais também aqui para o blog. Colaboramos com a produção de 500 cartelas que somam um total de 2 mil stickers circulares. Esses que estão lá no cabeçalho deste post. O material pode ser adquirido com o professor Alex Sandro Gomes (CIn/UFPE), responsável pela comunidade.

Para apoiar é só clicar em cada imagem para acessar o arquivo final e compartilhar web a fora. Só não deixe de produzir o seu.





Para curtir a comunidade no Facebook:


05 novembro 2014

5 de novembro é Dia do Designer

Foto: +Karla Vidal.

5 de novembro é #DiaDoDesigner. Para comemorar a data selecionamos uma citação que nos cativou bastante que está localizada na página 19 do livro O Segredo de Magritte de Caulos. Além de autor, Caulos também ilustra toda a obra que integra a coleção Pintando o Sete da Editora Rocco.

Mas nem todos gostam de ver o que não esperam ver e por isso gostam é de ver sempre as mesmas coisas o que é muito chato. (CAULOS 2007 p.19)

Por um dia a dia menos chato. Happy #Daysign!

Uma música, várias versões: Just the Way You Are

Cena do clip oficial Just the Way You Are de Bruno Mars (Warner Music).

Quando Michael Jackson morreu eu me senti tão órfã como na morte de Luiz Gonzaga. Foi uma associação esdrúxula, mas são os dois músicos que mais escuto no dia a dia. Ainda bem que a discografia que ambos nos deixaram é suficiente pra gente ser feliz, mesmo após suas partidas.

Uma luz fez plim nos meus olhos quando aparaceu Bruno Mars trazendo toda aquela voz e performance pra quem, assim como eu, sentia falta do Michael. Nunca serão iguais, mas o Bruno, na minha opinião, é muito bom, mesmo com todo o esforço da mídia em transformar as canções dele em uma espécie de blockbuster adolescente do mercado musical.

Gosto muito da badalada Just the Way You Are. E quando sobrou um tempinho de fim de expediente eu corri pro YouTube para ver o clipe que, além de ter a bela canção, é cheio de animações meio stop motion feitas com fios de fita K7 desenrolada (beijo pra quem também enrolou fita K7 com caneta nos anos 80!).

São esses momentos que me fazem lembrar sobre como o YouTube é maravilhoso para pesquisar, aprender e para entretenimento. Depois de ver o clipe oficial da canção fui ver as dezenas de sugestões que a rede social de vídeos oferece e fiquei até espantada com tanta coisa boa que vi. É diferente do Deezer e do Spotify porque no YouTube tem as indicações das produções do público, gente como eu e você que tá por lá mandando super bem.

É impressionante! Tem versões até melhores que a do Bruno Mars (sorry, dude!). Achei tão bom que comentei por lá e vim correndo compartilhar aqui no blog para vocês me dizerem de qual versão mais gostaram.

Aperta o play, compara e depois comenta! :)












20 outubro 2014

Entrevista: Hugo Almeida apresenta a Almeida/Gerth

Foto: divulgação Almeida/Gerth

Não é novidade que as telenovelas brasileiras ditam tendências e encantam milhares de telespectadores mundo a fora. Até os não simpatizantes da causa reconhecem o quanto o conteúdo apresentado naquele espaço influencia diretamente o pensamento de quem assiste. O nível de envolvimento de quem está disposto a fazer parte da audiência é muito grande.

Eu, por exemplo, não assisto à novelas há muitos anos. A última que acompanhei foi aquela com temática indiana porque adorava as músicas. Hoje em dia também não vejo mais tanta TV como antigamente. Mas, quando criança e adolescente nos anos 80/90, tempo áureo da teledramaturgia brasileira, lembro-me de acompanhar capítulo a capítulo cada trama. Também comprei discos de trilhas sonoras, pôsteres e postais dos mocinhos e mocinhas e senti muito ódio da gêmea má, Raquel.

E a sombra desses personagens nos perseguem até hoje. Pode perceber que muito do que circula na web hoje em dia tem ligação direta com o que passa na TV e está muito intensamente ligado às novelas. Os memes de Carminha e do Félix não me deixam mentir.

Qual não foi minha surpresa ao me deparar com um álbum no Facebook intitulado A liga das Mulheres de Bem? O contraste de um forte amarelo com o preto da tinta spray utilizada para fazer grafite nas paredes da cidade chamou minha atenção ao estampar o retrato da Nazaré Tedesco. Mais surpresa ainda eu tive quando descobri que mais do que uma divertida intervenção urbana, tratava-se de uma coleção de produtos das mais originais já vista na web.

Fui atrás dos idealizadores para bater um papo e compartilhar com vocês aqui no Blog da Pipa. Hugo Almeida que é um dos membros da sociedade artística Almeida/Gerth conversou conosco e explicou direitinho todo o trabalho pra gente. Além de artista plástico, Hugo que foi meu companheiro de curso (Rádio e TV) e de trabalho anos atrás na UFPE, também é um excelente fotógrafo e videomaker. O resultado do bate-papo você acessa na entrevista a seguir.


Almeida/Gerth promovendo a interação entre a cultura pop e o grafite

por Karla Vidal


#PipaComunica - O que é e de onde veio a ideia da Almeida/Gerth?
Hugo Almeida - Almeida/Gerth é uma sociedade criativa, que nasceu da parceria dos artistas plásticos Hugo Campos Menelau de Almeida e Arthur Gouvêa Gerth. Ambos percorremos caminhos profissionais distintos, mas sempre tivemos contato e o desenvolvimento artístico muito presente em nossas vidas. Curso e oficinas realizados através dos anos como pintura, escultura, desenho, teatro, artesanato, fotografia, cinema e dança sempre nos mantiveram com a chama artística acesa. A criação de Almeida/Gerth foi uma forma de unir as duas frentes criativas e fortificar nossas idéias. Juntos, nosso trabalho se complementa; dividimos os esforços, minimizamos as falhas e nos apoiamos constantemente. Assim criamos novas possibilidades para anunciar, materializar, expor e compartilhar nosso trabalho!

#PipaComunica - Como surgiu a idéia de “A Liga das Mulheres de Bem”? 
Hugo Almeida - Ao pensar em qual seria nossa primeira linha de trabalhos, tínhamos como meta: algo que nos representasse como artistas, que destacasse parte de nossa cultura, que despertasse curiosidade e interesse do público e também, agregasse significado e conteúdo intelectual. Permeando nossos embates e debates inventivos fomos conduzidos ao divertido mundo das telenovelas, mais especificamente, ao sedutor nicho da vilania. Afinal de contas, quem nunca se encantou com a elegância, impetuosidade, altivez e atividade de uma clássica vilã de telenovela? Assim, focamos o fascínio que tais personagens despertam sobre nossa sociedade; discutindo a dualidade entre moralidade e princípios éticos e nossos instintos primitivos. As divertidas e diferentes reações, justificativas e explicações diante a percepção que somos todos uma mistura entre o bem e o mal... Surgiu, com ironia, “A Liga das Mulheres de Bem”!

Foto: divulgação Almeida/Gerth

#PipaComunica - Por que a escolha do stencil/silk? Podem descrever um pouco do processo de produção para a gente? 
Hugo Almeida - Quando dissemos que nos preocupávamos com o significado, conteúdo e difusão artística fomos pesquisar formas de utilizarmos a densidade de alguma escola artística e ainda assim, estimular o grande público. O Pop-Art, juntamente com as manifestações da cultura Hip-Hop, apresentam um formato de arte dinâmica, acertiva, direta, estimulante e de acessibilidade e divulgação fácil. O stencil é uma técnica vastamente desenvolvida e aproveitada por artistas de rua. Trata-se da elaboração de um molde e a certeza de que sua mensagem poderá ser refeita inúmeras vezes sem perder a forma original. Explicando através da ótica Pop-Art, utilizamos recursos de publicidade e propaganda, despertando a atenção e curiosidade humana. Na intensão de termos nossa mensagens gravada, é necessário que a mesma se repita a cada lugar, cada instante e que isso se torne parte do imaginário coletivo. Em nosso caso utilizamos diversas chapas de raio-x, feitas de acetato, o que nos ofereceu uma base de trabalho resistente e duradoura. Tratamos digitalmente as imagens para que pudéssemos decalcar e recortar nossas obras artesanalmente. Foi um processo longo e penoso... Poderíamos ter optado por soluções mais fáceis, porém tivemos a certeza da qualidade de nosso produto final.

#PipaComunica - Além das camisetas, que tipo de outros produtos vocês pretendem lançar?
Hugo Almeida - Já utilizamos nossos moldes em capas de almofada, telas decorativas e até mesmo ilustrando as paredes da cidade. E agora acabamos de estender para sacolas ecológicas.

Foto: divulgação Almeida/Gerth

#PipaComunica - Já tem coleção nova aguardando lançamento? 
Hugo Almeida - Claro! Porém, assim como as telenovelas, são cenas para um próximo capítulo! Rs.

Foto: divulgação Almeida/Gerth

Como comprar


Para adquirir os produtos da Almeida/Gerth é só acessar a loja virtual embarcada no Facebook. O endereço é: https://www.facebook.com/AlmeidaGerth. Os artistas também estão levando os produtos para serem expostos presencialmente em diferentes espaços. Toda a agenda poder ser acompanhada através do mesmo endereço no Facebook.

Você vai gostar de viajar por aqui:

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