20 agosto 2014

Rede Social Educacional abre seu código e apresenta novo momento em evento na USP


No próximo dia 29, às 15h, acontece na sala de videoconferência do prédio da Engenharia Elétrica da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (Poli Elétrica USP) a palestra De Redu.com ao Openredu.org: a trajetória do software livre para educação com o professor Alex Sandro Gomes (CIn/UFPE).

O evento promovido pelo Projeto eMundus e pelo Centro de Estudos Sociedade e Tecnologia (CEST – USP) tem o objetivo de apresentar à comunidade acadêmica a trajetória de sucesso da Rede Social Educacional (Redu) e seu atual momento de abertura de código à sociedade que seguirá as práticas de software livre sob licença GPL2, a mesma utilizada pela maioria dos softwares livres em atividade na web.
Nesse momento a Redu passa a se chamar Openredu sem perder a sua principal característica que é ser um ambiente de colaboração para professores e alunos que permite criar situações de aprendizagem através da Internet, inclusive a partir de dispositivos móveis.

O caminho percorrido pela Redu até se tornar a comunidade Openredu.org será apresentado ao público presente pelo professor do Centro de Informática da Universidade Federal de Pernambuco, Alex Sandro Gomes. Idealizador do projeto Redu, Alex Sandro é membro da Academia Pernambucana de Ciências e líder do grupo de pesquisa Ciências Cognitivas e Tecnologia Educacional (CCTE UFPE). Coordenador da comunidade Amadeus, software livre desenvolvido pela UFPE, é também coordenador da comunidade Openredu.

A participação no evento é gratuita e os interessados devem confirmar presença através do email cest@usp.br para receber a certificação na ocasião.

Serviço

De Redu.com ao Openredu.org: a trajetória do software livre para educação
Palestra de lançamento do software livre Openredu.org
Palestrante: Alex Sandro Gomes (CIn/UFPE).
Data: 29 de agosto de 2014 Horário: 15 às 17h
Local: Escola Politécnica da Universidade de São Paulo. Prédio da Engenharia Elétrica. Av. Prof. Luciano Gualberto, travessa 3 nº 158. CEP 05508-010- Cidade Universitária – SP Sala: B2-07
Mapa: http://goo.gl/maps/8GF4b

Texto, arte e apoio: +Pipa Comunicação.


19 agosto 2014

Vejam vocês! (Look at You!)


Hoje é o Dia Mundial da Fotografia!

Não consegui me segurar para lançar uma nova série de imagens hoje porque assim que concluí a edição bateu uma agonia para publicar o resultado logo no ar. O importante é que foi lançada nessa que para mim e para todos os amantes da fotografia é uma semana bastante especial. Fica registrada a homenagem.

Quem nos acompanha nas redes já deve ter visto as chamadas para Vejam vocês!, título que atribuí a série de fotografias que comecei a fazer em 2013 e concluí agora em 2014. Quando viajei à Europa pela primeira vez, uma das coisas que mais me chamou atenção foi a forma como muitas pessoas escolheram para envelhecer, apropriando-se da rua e compondo a paisagem, assim como fazemos na fotografia.

É muito revigorante observar a vitalidade daqueles que não negam o envelhecimento e tampouco a cidade. A rua é de todas as pessoas e a cidade fica ainda mais bonita quando realmente fazemos parte dela. A cidade é uma extensão do nosso lar. Com o passar dos anos a vida se torna mais feliz quando nos revelamos para ela. Eram essas as sensações que vivi quando cruzei com uma série de pessoas com mais de 60 anos em plena forma, mesmo quando necessitavam do apoio de uma bengala ou uma cadeira de rodas. O que para alguns pode significar limitação, para outros significa apoio para explorar cada vez mais o mundo.

Eu registrei lições de vida. Lições que servem para fazer refletir e questionar sobre modos de vida que insistem em nos manter afastados uns dos outros, escondidos no alto de grandes arranha-céus ou dentro dos nossos automóveis.

A rua está aí para ser vivida. A experiência que adquirimos com o passar dos anos precisa ser revelada. Os anônimos que fotografei nos ensinam que envelhecer não é sinônimo de se esconder. E nos mostram que faz parte da beleza da paisagem o modo como tomamos parte dela. Vejam vocês quanta experiência! Vejam vocês quanta vontade! Look at you! Olhe para você e inicie o exercício de compor você também a paisagem da sua cidade.

Clique sobre as imagens para ampliar.

















04 agosto 2014

Moinho de café

Moulin à Café da marca Peugeot. Foto: +Karla Vidal.

Eu adoro coisas antigas! Adoro uma boa atmosfera vintage. Adoro as braderies francesas e adoro café. Juntando tudo isso está criado o cenário perfeito para investir alguns dinheiros em objetos antigos bem especiais.

Já comprei, no Brasil mesmo, uma cômoda antiga que hoje é o principal móvel da minha sala. Já ganhei e comprei algumas câmeras antigas, entre elas a Focamatic que mostrei aqui no blog. Ano passado, trouxe da França uma Super8 Minolta que desfila toda sua beleza na abertura do Vlog da Pipa.

Nessas últimas férias tive o prazer de ir a uma enorme braderie no centro de Lille, região norte da França. Só não enfiei o pé na jaca porque já havia preparado uma planilha de despesas para a viagem que segui à risca. Mas, posso dizer que a tentação foi grande. Dessa feira trouxe comigo uma edição especial da famosa revista Le Monde Illustré que me custou 10 euros. A revista é sensacional! Foi publicada entre 1857 e 1940. Há exemplares digitalizados disponíveis no também sensacional acervo online da Biblioteca Nacional da França (♥). Também comprei uma reprodução dessa fotografia.

No entanto, a aquisição mais importante foi mesmo o moinho da marca Pegeout. O danadinho serve para moer qualquer coisa em grão. Esse moeu café — facilmente identificado pelo cheiro — e pimenta como me garantiu o vendedor. Foi impossível resistir. Como temos uma máquina de café e usamos café em grão no nosso dia a dia, não pude deixar de investir 10 euros nessa relíquia verde que gritava frente aos demais em cor marrom. Já temos um elétrico, mas é sempre bom garantir o cafezinho no caso de uma falta de energia, não é? Se não quiser virar refém do café em grão, sugiro nunca experimentar. Uma vez usado, você vai querer ter um moedor e passar a usar apenas esse tipo de café.

O moinho é lindo. Feito em madeira e metal. Pesquisando descobri que a Pegeout, conhecida mundialmente pela produção de carros, também produziu moedores, acessórios para consumo de vinho e guarda-chuvas. Ainda hoje há modelos fabricados que podem ser vistos neste link.

Detalhe de emblema do moulin à café da marca Peugeot. Foto: +Karla Vidal.

O modelo que adquiri foi o Peugeot Frères Valentigney (Doubs). É totalmente mecânico. Esse modelo, que traz em seu emblema o leão sobre uma flecha, foi fabricado até 1910. Não sei ao certo qual a data do meu, mas pesquisando na web vi que os moedores com essa placa chamada de Le lion sur flêche começaram a ser produzidos por volta de 1881 (wow!). Os moedores mecânicos da Peugeot são patenteados e a fabricação cessou em 1975 quando a marca lançou a primeira versão elétrica.

Fiquei espantada com o estado de conservação. Está quase perfeito. Digo quase porque há uma pequena rachadura em uma lateral do topo, já devidamente restaurada. Chegando ao Brasil +Augusto Noronha logo tratou de desmontar para uma completa higienização. Ficou mais lindo ainda! Pesquisando rapidamente na web, li que muitos chefs franceses vivem em busca desse tipo de equipamento. Há quem diga que o café e a comida preparada com especiarias moídas nesse moulin possuem sabor totalmente diferente de tudo o que já se tenha provado. Atesto que é verdade! Foi uma compra muito feliz!

Mais algumas imagens:

Moulin à Café modelo Peugeot Frères Valentigney (Doubs). Foto: +Karla Vidal.

Detalhe interno do chamado calotte localizado no topo do moedor . É nessa área onde os grãos são inseridos. Foto: +Karla Vidal.

Depois de moídos os grãos, o pó cai nessa gavetinha. Foto: +Karla Vidal.

Para ter acesso ao pó basta abrir e remover a gaveta. Foto: +Karla Vidal.

Para moer é só girar a manivela. Foto: +Karla Vidal.

Há mais detalhes sobre a anatomia do moinho nesse link (em francês).

E você? Compraria um objeto assim durante uma viagem à Europa? Conta pra gente nos comentários aqui abaixo!


31 julho 2014

Uma obra, várias capas: Alice no país das Maravilhas

Capa da versão francesa editada pela Le Livre de Poche Jeunesse.

Um bom projeto de capa de livro parece ter a capacidade mágica de nos contar sobre a obra. Não no sentido de spoiler, aquele que acaba estragando o nosso prazer antes mesmo de começar a ler, mas sim no sentido de envolvimento, aquele que nos dá pistas sobre os caminhos que vamos trilhar durante a leitura. E na minha opinião as melhores capas são sempre aquelas que nos dão essas pistas através das escolhas mais diferentes.

Pensando nisso, criamos por aqui uma tag nova. Nossa intenção é reunir capas de diferentes edições de obras famosas. Uma seleção das escolhas de cada editora, de cada capista. Para abrir a iniciativa vamos começar com o clássico Alice no país das Maravilhas de Lewis Carroll. Mais detalhes sobre cada edição estão linkados nas legendas. 

Queremos saber qual a capa mais bonita em sua opinião? Deixe seu comentário ao final do post!


A primeira edição da obra (1866) foi lançada pela editora Macmillan, em Londres. A capa dura em tom avermelhado exibe uma singela, porém marcante, ilustração de Alice gravada em dourado.


A Zahar Editora coloriu uma das ilustrações de John Tenniel, que ilustrou a primeira edição da obra. Um tom de amarelo escuro presente no plano de fundo contrasta brilhantemente com o azul pastel do vestido de Alice. É uma das nossas versões favoritas!


Não menos belas são as capas produzidas pela Penguin Books. A edição da esquerda traz também uma coloração de uma das ilustrações de John Tenniel. A obra da direita tem interpretação visual do ilustrador Alison Jay.


Já a Walker Books abriu mão das ilustrações originais e apresenta versões ilustradas por Helen OxenburyRobert Ingpen. A da direita nos fez lembrar uma pintura!


A edição da Editora Alfaguara apresenta uma Alice com atmosfera de desenho infantil feitas por Mariana Newland.


As ilustrações de John Tenniel foram utilizadas em muitas outras edições publicadas por diferentes editoras. O melhor de tudo é que essas ilustrações originais da primeira edição de Alice no país das Maravilhas estão disponíveis em domínio público no Wikimedia Commons.

Até a próxima seleção!

14 julho 2014

Onde ir na França: Louvre Lens

Jovem homem nu. Grécia. Estátua proveniente do Santuário de Asclépios, Deus da Medicina. Foto: +Karla Vidal 

Não sei ao certo se já comentei por aqui que minha visita ao Museu do Louvre, em Paris, foi um dos passeios dentre os que mais me frustraram na vida. A visita aconteceu no final do inverno de 2013. A companhia de +anne sophie lahalle foi bastante agradável, mas a visita em si, deixou-me realmente bem frustrada.

O Museu do Louvre de Paris é um planeta. Um dia de visita não dá nem para "tapar o buraco do dente" como se diz lá na minha terra. É tanta obra fantástica reunida em um só espaço que definitivamente não dá pra ver em um intervalo curto de tempo. Arriscaria dizer que um mês de visitas diárias não seriam suficientes para ver tudo. Sem falar que o ambiente é um dos que mais recebe visitas no mundo. Ou seja, você tem que disputar o espaço com milhares de pessoas. É muito cheio. É estranho. Gosto de ficar frente a frente com a obra, observá-la através de diferentes ângulos, ler ou ouvir a sua descrição. Demoro fazendo isso. No Louvre foi praticamente impossível...

Saí de lá com a sensação de que tanta obra reunida em um só lugar não é, em minha opinião, das decisões mais acertadas. Por que não distribuir as obras por outros lugares para evitar a sobrecarga no Museu?

Um ano depois tive a oportunidade de voltar à França. Mais uma vez na companhia agradabilíssima de +anne sophie lahalle e dessa vez com +Augusto Noronha. Na agenda de passeios estava o Louvre-Lens que é um espaço criado na cidade de Lens, que fica na região chamada de Nord-Pas-de-Calais onde também está localizada a cidade de Lille. O espaço inaugurado recentemente foi projetado com o objetivo de abrigar exposições itinerantes de peças previamente selecionadas da coleção do Museu do Louvre de Paris. É perfeito porque você tem acesso às obras de arte de diferentes períodos e coleções, expostas em um só espaço muito bem projetado e iluminado. O palácio do Louvre de Paris é lindo, uma obra à parte, mas é escuro. A melhor parte é que, até o final de 2014, a entrada para a seleção de obras do Louvre Lens é gratuita.

Parte do jardim do Louvre-Lens. Assim como as passarelas em concreto, há círculos como proposta de área de convivência ao ar livre. Foto: +Karla Vidal.

A área externa possui um bonito jardim com gramado e flores. No jardim, espalhados pelo gramado há círculos em concreto como sugestão de área de convivência, ideais para piqueniques. As obras do Louvre estão dispostas em ordem cronológica em um grande galpão moderno e com iluminação estrategicamente projetada. As atendentes são simpáticas e muito bem informadas. O espaço é amplo e claro o que permite melhor contato visual com as obras. O Louvre-Lens também oferece ao visitante um aparelho smartphone para acesso ao guia em áudio. O app para navegação é simples e intuitivo. Para ter acesso às descrições basta digitar o número da obra. Grande parte das obras expostas possui descrição em várias línguas que são comentadas por grandes especialistas em história da arte.

Detalhes da estrutura do Louvre-Lens. Fotos: +Karla Vidal.

A seguir reproduzo a descrição do site seguida de uma tradução livre:

Contrairement à d'autres musées, le Louvre-Lens ne disposera pas de collections propres. La Galerie du Temps exposera pour 5 ans au sein du musée du Louvre-Lens des chefs-d'œuvre du Louvre, selon une présentation chronologique. Sur 120 mètres de long, de la naissance de l'écriture vers 3 500 avant JC jusqu'au milieu du 19e siècle, toutes les civilisations et techniques seront représentées, embrassant ainsi l'étendue chronologique et géographique des collections du musée du Louvre. La Galerie du Temps s'organisera en 3 grandes périodes : 70 œuvres pour l'Antiquité, 45 œuvres pour le Moyen Âge et 90 œuvres pour les Temps modernes.
Ao contrário de outros museus, o Louvre-Lens não terá coleções próprias. A Galerie du Temps (Galeria do Tempo) vai expor em ordem cronológica, durante 5 anos, uma série de obras-primas selecionadas do Museu do Louvre de Paris. Em 120 metros de comprimento estarão expostas obras de períodos que vão desde o nascimento da escrita, 3500 a.C. até meados do século XIX.  Todas as civilizações e suas técnicas estão representadas abrangendo assim a ordem cronológica e geográfica das coleções do Museu do Louvre. A Galerie du Temps está organizada em três períodos principais: são 70 obras da Antiguidade, 45 obras da Idade Média e 90 peças dos tempos modernos.

La Grande Galerie do Louvre-Lens. Espaço específico para exposição das obras vindas diretamente do Museu do Louvre de Paris. Foto: +Karla Vidal.

Além das obras selecionadas do Louvre de Paris, expostas na intitulada Grande Galeria, o Louvre Lens também abriga exposições especiais. Nesse verão o visitante poderá escolher entre a exposição Les Désastres de la Guerre. 1800-2014 que custa 9 euros ou a exposição 30 ans d'acquisitions en Nord-Pas de Calais também gratuita que apresenta uma visão geral das aquisições dos museus da região durante os últimos 30 anos.

Se você também é um admirador de arte que gosta de viver a experiência de visita ao museu da forma mais intensa possível, indico fortemente a visita ao Louvre-Lens. Sob uma perspectiva matemática temos 205 obras no museu de Lens contra mais de 35 mil obras do museu de Paris. Eu realmente prefiro ver menos, mas ver direito. No entanto, se você tem tempo sobrando para utilizar em Paris, uma série de vistas ao Louvre-Paris será também uma boa ideia.

Agora vamos às obras e seus detalhes:

Tablete com escrita pré-cuneiforme. O conteúdo diz respeito a questões alimentares. Mesopotâmia, atual Iraque. Foto: +Karla Vidal.
Ídolo feminino nu com braços cruzados. Grécia. Foto: +Karla Vidal.

Detalhe de sarcófago em madeira  La dame Tanetmit. Tebas/Egito. Foto: +Karla Vidal.

Arqueiro da Guarda real. Fragmento da decoração do palácio do rei Dario I. Susa, atual Irã. Foto: +Karla Vidal.

Cena de exposição da morte em vaso funerário. Atenas/Grécia. Foto: +Karla Vidal.

Guerreiro combatendo um dragão. Objeto profano. Placa em cobre dourado. Meuse/França. Foto: +Karla Vidal.

Bella Donna: louça cerimonial.  Faiança. Deruta/Itália. Foto: +Karla Vidal.

São Sebastião de Pietro di Cristoforo Vanucci. Óleo sobre madeira. Foto: +Karla Vidal.

Detalhe da obra Mariana Waldstein, marquesa de Santa Cruz. Francisco Goya. Foto: +Karla Vidal.

São Francisco morto. Madeira pintada, osso (dentes), vidro (olhos) e cânhamo. Espanha, 1650.


Mais informações estão disponíveis em francês, inglês e holandês no site do museu: http://www.louvrelens.fr


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